{"id":7762,"date":"2021-06-19T17:41:52","date_gmt":"2021-06-19T14:41:52","guid":{"rendered":"https:\/\/super-news.info\/pt\/da-coca-cola-a-inca-kola-breve-historia-dos-refrigerantes-de-cola-que-ronaldo-nao-bebe\/"},"modified":"2021-06-19T17:41:53","modified_gmt":"2021-06-19T14:41:53","slug":"da-coca-cola-a-inca-kola-breve-historia-dos-refrigerantes-de-cola-que-ronaldo-nao-bebe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/super-news.info\/pt\/da-coca-cola-a-inca-kola-breve-historia-dos-refrigerantes-de-cola-que-ronaldo-nao-bebe\/","title":{"rendered":"Da Coca-Cola \u00e0 Inca Kola: breve hist\u00f3ria dos refrigerantes de cola que Ronaldo n\u00e3o bebe"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p>            Entre os escassos m\u00e9ritos das Cruzadas esteve o de colocar os r\u00fasticos europeus em contacto com a requintada civiliza\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica, que se encontrava ent\u00e3o mais avan\u00e7ada, n\u00e3o s\u00f3 no dom\u00ednio das ci\u00eancias e das letras, como no dos confortos e prazeres da vida quotidiana \u2013 a n\u00edvel das classes altas, entenda-se, pois para as massas as priva\u00e7\u00f5es, a ignor\u00e2ncia e a falta de horizontes eram similares sob o deus da B\u00edblia ou do Cor\u00e3o. Entre os deleites que, nesse per\u00edodo, os europeus importaram do Pr\u00f3ximo Oriente estiveram os refrescos \u00e0 base de frutos, ado\u00e7ados com mel, a\u00e7\u00facar de cana ou xarope (n\u00e3o por acaso, \u201ca\u00e7\u00facar\u201d e \u201cxarope\u201d s\u00e3o palavras de origem \u00e1rabe) e, por vezes, temperados com especiarias (como a canela).<\/p>\n<p>Em 1676, surgiu a primeira empresa de refrescos de que h\u00e1 registo, a Compagnie des Limonadiers, que detinha o monop\u00f3lio da venda de limonada em Paris. Os refrescos de lim\u00e3o foram dominantes durante tanto tempo que nalgumas regi\u00f5es das Ilhas Brit\u00e2nicas, \u201clemonade\u201d ainda \u00e9 usado como sin\u00f3nimo de refresco, seja qual for o fruto (ou simulacro qu\u00edmico de fruto) que lhe confere aroma e sabor.Um rapaz oferece um copo de limonada a uma rapariga, sob o olhar vigilante de uma mulher mais velha. Quadro por Gerard ter Borch, c.1666-68Em 1767, o qu\u00edmico brit\u00e2nico Joseph Priestley descobriu a forma de adicionar di\u00f3xido de carbono \u00e0 \u00e1gua, conferindo a esta o sabor e o efeito refrescante (descreve a \u00e1gua carbonatada causaram-lhe uma t\u00e3o \u201cpeculiar satisfa\u00e7\u00e3o\u201d que em 1772 publicou um artigo, Impregnating water with fixed air, onde descreve o procedimento). Os r\u00e1pidos progressos realizados no dom\u00ednio da carbonata\u00e7\u00e3o da \u00e1gua permitiram que na d\u00e9cada seguinte, Thomas Henry, um botic\u00e1rio de Manchester, se tornasse no primeiro a comercializar \u00e1gua gaseificada, seguido de perto por Johann Jacob Schweppe, em Genebra.<\/p>\n<p>        PUB \u2022 CONTINUE A LER A SEGUIR<\/p>\n<p>Nos primeiros tempos, a \u00e1gua gaseificada era vendida sobretudo como produto medicinal e o mesmo aconteceu com os primeiros refrigerantes gaseificados, que surgiram no final do s\u00e9culo XIX, nos EUA. Estes \u00faltimos s\u00e3o tamb\u00e9m designados, informalmente, como \u201cgasosas\u201d e no mundo angl\u00f3fono s\u00e3o conhecidos, consoante os pa\u00edses e regi\u00f5es, como \u201csoft drinks\u201d (por oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s bebidas \u201chard\u201d, i.e., alco\u00f3licas), \u201ccarbonated drinks\u201d, \u201cfizzy drinks\u201d, \u201csoda pops\u201d ou simplesmente \u201csodas\u201d. A progressiva sujei\u00e7\u00e3o da actividade publicit\u00e1ria ao cumprimento de crit\u00e9rios de rigor, a partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, for\u00e7ou os \u201cmarqueteiros\u201d a reorientar o seu discurso: uma vez que as alega\u00e7\u00f5es de benef\u00edcios para a sa\u00fade eram imposs\u00edveis de provar, consumir refrigerantes gaseificados passou a ser uma \u201cproclama\u00e7\u00e3o\u201d de estilo de vida e afirma\u00e7\u00e3o pessoal, sendo as bebidas associadas a abstra\u00e7\u00f5es como felicidade, descontra\u00e7\u00e3o, juventude, confraterniza\u00e7\u00e3o (o que pressup\u00f5e perten\u00e7a a um grupo) e irrever\u00eancia (o que pressup\u00f5e, paradoxalmente, independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a \u201crebanhos\u201d).Esta estrat\u00e9gia foi coroada de sucesso e continua hoje a ser seguida por quase todos os fabricantes de refrigerantes gaseificados: gra\u00e7as a ela, as vendas destes produtos \u00e0 escala global atingiram em 2020 os 994.000 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u2013 sendo os EUA o maior consumidor, com uma quota de 27%. As continuadas advert\u00eancias dos especialistas em sa\u00fade e nutri\u00e7\u00e3o para os efeitos nefastos do consumo sistem\u00e1tico e maci\u00e7o deste tipo de refrigerantes n\u00e3o t\u00eam perturbado o crescimento das suas vendas, quer nos pa\u00edses desenvolvidos quer nos pa\u00edses em desenvolvimento, que se estima que possam chegar aos 4 bili\u00f5es de d\u00f3lares em 2027.O \u201cJogo da Garrafa\u201d tem uma nova vers\u00e3o p\u00f3s-Ronaldo. \u201cCoca-Cola, Heineken, por favor contactem-me!\u201d, pede Yarmolenko<\/p>\n<p>Inesperadamente, a amea\u00e7a mais s\u00e9ria a este futuro radioso para os fabricantes de refrigerantes de cola veio, n\u00e3o de um nutricionista, mas de um jogador de futebol: na passada segunda-feira, numa confer\u00eancia de imprensa antes do jogo Hungria-Portugal, Cristiano Ronaldo afastou para o lado duas garrafas de Coca-Cola que estavam colocadas \u00e0 sua frente e agarrou numa garrafa de \u00e1gua e disse \u201c\u00e1gua\u201d.O epis\u00f3dio durou alguns segundos mas bastou para que, pouco depois, quando a bolsa de Nova Iorque abriu, o valor global das a\u00e7\u00f5es da Coca-Cola desse um tombo (ainda que longe de ser apenas por causa dele). O patroc\u00ednio de eventos desportivos tem m\u00faltiplas vertentes e uma delas \u2013 a mais insidiosa \u2013 \u00e9 o \u201cproduct placement\u201d (tamb\u00e9m usual em s\u00e9ries televisivas e telenovelas): o produto surge como \u201cadere\u00e7o\u201d e integra-se sub-repticiamente na \u201cnarrativa\u201d. N\u00e3o \u00e9 preciso que algu\u00e9m exalte as suas virtudes, basta-lhe estar em cena para instilar nos espectadores a ideia de que o seu consumo, mesmo que n\u00e3o opere o milagre do converter um \u201cfutebolista de sof\u00e1\u201d no melhor marcador de sempre em fases finais de Campeonatos Europeus de Futebol, o aproxima, de alguma forma, dos \u201cdeuses do est\u00e1dio\u201d. Estes \u201cdeuses\u201d costumam ter chorudos contratos publicit\u00e1rios com as mais diversas marcas comerciais (de champ\u00f4s a rel\u00f3gios, passando por cuecas), mas assiste-lhes o direito de recusar serem associados subliminarmente a um produto com o qual n\u00e3o se identificam ou que at\u00e9 reputam como nocivo. O risco de uma estrat\u00e9gia publicit\u00e1ria passiva, como o \u201cproduct placement\u201d, \u00e9 que um protagonista com especial talento para o drible pode, atrav\u00e9s de um firme \u201cproduct displacement\u201d, desdourar uma imagem comercial longamente constru\u00edda.Este \u00e9 o 1.\u00ba de uma s\u00e9rie de seis artigos sobre marcas de bebidas n\u00e3o-alco\u00f3licas.No final do s\u00e9culo XIX, as fronteiras entre medicina e charlatanismo eram ainda vagas e alguns estupefacientes cujo com\u00e9rcio e consumo s\u00e3o hoje legalmente interditos eram encarados com permissividade e bonomia. Assim, a coca\u00edna era usada na prepara\u00e7\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas com alegadas propriedades medicinais e fortificantes, que eram vendidas sem qualquer entrave legal e que gozavam de grande popularidade. O mais famoso destes \u201cvinhos de coca\u201d era o Vinho T\u00f3nico Mariani (com Coca do Peru), criado em 1863 pelo farmac\u00eautico corso Angelo Mariani.No per\u00edodo que antecedeu a I Guerra Mundial vendiam-se anualmente 10 milh\u00f5es de garrafas de Vin Mariani, um sucesso propulsionado pelo apurado sentido de marketing de Angelo Mariani, que fez publicar regularmente o Album Mariani: Figures Contemporaines, uma recolha de biografias de personalidades c\u00e9lebres que era acompanhada por um retrato e uma mensagem do biografado, elogiando as qualidades da beberagem, e por um longo arrazoado sobre os benef\u00edcios desta para a sa\u00fade. O \u00e1lbum teve 14 edi\u00e7\u00f5es entre 1894 e 1925 e acolheu elogios ao \u201cvinho de coca\u201d vindos de homens de Estado, magistrados, generais, almirantes, senadores, aristocratas, anarquistas, pol\u00edticos, m\u00e9dicos, atrizes, arque\u00f3logos e cantores l\u00edricos. Entre os consumidores do Vin Mariani que acederam figurar no \u00e1lbum estavam a atriz Sarah Bernhardt, a soprano Rose Delaunay e at\u00e9 figuras t\u00e3o insuspeitas quanto o Grande Rabino de Fran\u00e7a e o papa Le\u00e3o XIII, que fez a sua apari\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o de 1899 e ter\u00e1 at\u00e9 outorgado uma condecora\u00e7\u00e3o do Vaticano a Mariani, ou pelo menos era o que o marketing da casa propagandeava (nota: presume-se que a c\u00e9lebre Vivenda Mariani, situada em Montechoro e pertencente a um destacada figura pol\u00edtica portuguesa \u2013 e depois trocada por outra vivenda na Praia da Coelha \u2013 n\u00e3o ter\u00e1 rela\u00e7\u00e3o com o dito \u201ct\u00f3nico\u201d).<\/p>\n<p>O papa Le\u00e3o XIII num an\u00fancio ao Vinho Mariani para o mercado brit\u00e2nicoO sucesso do Vinho Mariani inspirou John Pemberton (1831-1888), que lutara na Guerra Civil Americano como coronel do Ex\u00e9rcito Confederado e geria um drugstore em Columbus, no estado da Georgia, a desenvolver um \u201ct\u00f3nico para os nervos\u201d cuja patente registou em 1886 e a que deu o nome de Pemberton French Wine Coca \u2013 em rela\u00e7\u00e3o ao Vinho Mariani, este \u201ct\u00f3nico\u201d tinha a novidade da adi\u00e7\u00e3o de um extrato de noz-de-cola.Quis o acaso que, nesse mesmo ano, por press\u00e3o dos movimentos pela \u201ctemperan\u00e7a\u201d, fosse interditada a venda de bebidas alco\u00f3licas em parte da Georgia, mas Pemberton n\u00e3o desarmou: apresentou uma vers\u00e3o n\u00e3o-alco\u00f3lica da sua mistela, publicitou-a como \u201ca bebida da temperan\u00e7a\u201d e reivindicou para ela a cura de maleitas t\u00e3o variadas quanto a histeria, a melancolia e a impot\u00eancia \u00e0 depend\u00eancia da morfina (problema que afligia o pr\u00f3prio Pemberton, em resultado de ferimentos sofridos na guerra). A bebida foi batizada como \u201cCoca-Cola\u201d, numa alus\u00e3o aos seus ingredientes mais importantes, coca\u00edna e noz-de-cola, provindo a ideia do nome bem como o inconfund\u00edvel log\u00f3tipo (ainda hoje em uso) de Frank Robinson, o guarda-livros de Pemberton.A Coca-Cola come\u00e7ou a ser vendida na farm\u00e1cia Jacobs em Atlanta, Georgia, em 1886, mas Pemberton n\u00e3o assistiria ao seu sucesso: doente e enredado em d\u00edvidas (parte delas decorrentes do seu v\u00edcio na morfina) vendeu a sua parte no neg\u00f3cio e a f\u00f3rmula da Coca-Cola a Asa Griggs Candler, um farmac\u00eautico de Atlanta. Por\u00e9m, Charles, o filho de John Pemberton, ficara com os direitos do nome \u201cCoca-Cola\u201d, que usava para comercializar uma variante (bera) da f\u00f3rmula do pai, o que for\u00e7ou Candler a vender o seu preparado sob as designa\u00e7\u00f5es \u201cYum Yum\u201d e \u201cKoke\u201d, que mostraram ter escasso apelo comercial. Assim que soube da morte de John Pemberton, em 1888, Candler comprou as participa\u00e7\u00f5es dos outros s\u00f3cios e persuadiu Charles Pemberton \u2013 aproveitando-se de este ser alco\u00f3lico e viciado em \u00f3pio \u2013 a vender-lhe os direitos do nome \u201cCoca-Cola\u201d, ficando assim com o controlo absoluto da marca.<\/p>\n<p>Candler continuou, pelo menos nos primeiros anos, a vender a Coca-Cola n\u00e3o como um simples refrigerante, mas como \u201cum maravilhoso t\u00f3nico cerebral e nervoso e not\u00e1vel agente terap\u00eautico\u201d (conforma reza um an\u00fancio de 1890), decorrendo estes efeitos das \u201cpropriedades estimulantes da planta da coca e da noz-de-cola\u201d (como proclama explicitamente um an\u00fancio de c.1886-88).Em 1906, o Departamento de Agricultura dos EUA decidiu, atrav\u00e9s do Pure Food and Drug Act, meter na ordem as empresas que faziam alega\u00e7\u00f5es n\u00e3o-comprovadas sobre os efeitos ben\u00e9ficos de produtos alimentares e banir produtos contendo subst\u00e2ncias consideradas nocivas \u2013 entre as quais estava a cafe\u00edna.A noz-de-cola, que \u00e9 o fruto de \u00e1rvores do g\u00e9nero Cola, em particular a C. acuminata e a C. nitida, era uma componente essencial do sabor da Coca-Cola e continha um elevado teor de cafe\u00edna. Os povos das zonas de \u00c1frica Ocidental onde a noz ocorre naturalmente h\u00e1 muito que a mascavam pelos seus efeitos excitantes e revigorantes, tal como os \u00edndios do altiplano andino faziam com as folhas de coca (Erytroxylum coca) \u2013 a designa\u00e7\u00e3o \u201ccoca\u201d prov\u00e9m da palavra da l\u00edngua Aymara (do Peru e Bol\u00edvia) para \u201carbusto\u201d ou \u201c\u00e1rvore\u201dA Coca-Cola estava bem consciente de que boa parte do sucesso do \u201cmaravilhoso t\u00f3nico cerebral e nervoso\u201d estava no elevado teor de cafe\u00edna, pelo que ofereceu resist\u00eancia \u00e0 directiva do Departamento de Agricultura, mas, em 1909, o diretor desta entidade invocou o Pure Food and Drug Act e ordenou a apreens\u00e3o de 40 barris de Coca-Cola, dando origem a um retorcido imbr\u00f3glio judicial que s\u00f3 terminou em 1916 (ano em que Candler, ap\u00f3s ter sido eleito mayor de Atlanta, deixou a gest\u00e3o da empresa). Apesar de a decis\u00e3o judicial ter sido inconclusiva, a Coca-Cola acabou por aceitar diminuir voluntariamente o teor de cafe\u00edna para um valor que se manteria at\u00e9 aos nossos dias, em que uma lata de Coca-Cola \u201ccl\u00e1ssica\u201d cont\u00e9m hoje 46 mg, o que representa 1\/3 do teor de cafe\u00edna presente no caf\u00e9.Entretanto, o outro agente estimulante presente na formula\u00e7\u00e3o inicial \u2013 a coca\u00edna \u2013 tamb\u00e9m fora progressivamente eliminado: o seu teor, que inicialmente era bastante elevado, foi reduzido por um fator 10 quando Candler tomou conta do neg\u00f3cio, e sofreu novo corte em 1904, quando as folhas de coca frescas foram substitu\u00eddas por folhas resultantes da extra\u00e7\u00e3o da coca\u00edna, em que a presen\u00e7a desta era residual. Posteriormente, estas folhas \u201cusadas\u201d foram substitu\u00eddas por um extrato de folha de coca isento de coca\u00edna e hoje a Coca-Cola Company afirma perentoriamente que a bebida \u201cn\u00e3o cont\u00e9m coca\u00edna ou qualquer outra subst\u00e2ncia nociva e a coca\u00edna nunca foi um ingrediente adicionado \u00e0 Coca-Cola\u201d.Finalmente, em 1983, a Coca-Cola lan\u00e7ou uma vers\u00e3o descafeinada da Coca-Cola, como rea\u00e7\u00e3o \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o pela Pepsi de um produto similar mo ano anterior, a Pepsi Free. Nem uma nem outra lograram cativar os consumidores e, embora continuem a ser produzidas, as suas vendas s\u00e3o residuais. Fossem ainda vivos os apreciadores do produto original, a Pemberton French Wine Coca, a Caffeine-Free Coca-Cola teria parecido o abastardamento final do \u201cmaravilhoso t\u00f3nico\u201d: \u201cprimeiro tiraram o \u00e1lcool, depois a coca\u00edna e agora a cafe\u00edna \u2013 que motivo sobra para engolir esta beberagem\u201d?<\/p>\n<p>Para todos, em qualquer altura do dia ou situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 sempre ocasi\u00e3o para a \u201cpura e salutar\u201d Coca-Cola. An\u00fancio de 1954Hoje a Coca-Cola pode ser encontrada em todos os pa\u00edses do mundo exceto Coreia do Norte e Cuba (que, por ironia, foi o primeiro pa\u00eds, depois dos EUA, em que foi comercializada, em 1899) e a Coca-Cola Company tem receitas anuais de cerca de 40.000 milh\u00f5es de d\u00f3lares e afirma vender diariamente 1900 milh\u00f5es de doses da bebida \u2013 por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil apurar que parte deste volume corresponde a Coca-Cola, j\u00e1 que a Coca-Cola Company comercializa atualmente 3500 produtos diferentes, que se desdobram pelas categorias de refrigerantes, \u00e1guas minerais, aperitivos, bebidas energ\u00e9ticas e ch\u00e1s e caf\u00e9s engarrafados\/enlatados e incluem marcas de renome, como Fanta e Sprite.No centro deste imp\u00e9rio est\u00e1 a \u201cf\u00f3rmula da Coca-Cola\u201d, que John Pemberton apenas ter\u00e1 partilhado com quatro pessoas e que, de acordo com a empresa, ser\u00e1 apenas conhecida de dois funcion\u00e1rios, cuja identidade \u00e9 desconhecida, que nunca podem viajar juntos (n\u00e3o v\u00e1 o diabo \u2013 ou a Pepsi \u2013 tec\u00ea-las) e que, na devida altura, transmitem o seu segredo a um sucessor. A casa-m\u00e3e produz um xarope concentrado, de acordo com a \u201cf\u00f3rmula secreta\u201d, que envia para as sucursais em todo o mundo, que lhe juntam \u00e1gua e ado\u00e7antes.Como acontece com a esmagadora maioria das \u201cf\u00f3rmulas secretas\u201d comerciais, a aura m\u00edtica criada em torno da \u201cf\u00f3rmula da Coca-Cola\u201d talvez n\u00e3o passe de uma manobra publicit\u00e1ria posta em pr\u00e1tica mal Asa Candler tomou conta da empresa. N\u00e3o s\u00f3 a formula\u00e7\u00e3o do \u201ct\u00f3nico\u201d inventado por John Pemberton em 1886 pouco ter\u00e1 a ver com o refrigerante hoje comercializado sob esse nome (caso contr\u00e1rio as autoridades de sa\u00fade ordenariam de imediato a sua retirada do mercado), como \u00e9 leg\u00edtimo questionar qual \u00e9 a identidade de uma bebida que j\u00e1 passou por tantas muta\u00e7\u00f5es e hoje se desdobra em centenas de variedades, combinando diferentes teores em calorias e cafe\u00edna, sabores que incluem baunilha, lima, lim\u00e3o, laranja, gengibre, canela ou caf\u00e9 (mas n\u00e3o \u201calho\u201d nem \u201cbacon\u201d, como sugerem alguns hoaxes maliciosos), varia\u00e7\u00f5es regionais e nacionais ajustadas aos palatos e h\u00e1bitos alimentares de cada povo e uma profus\u00e3o de \u201cedi\u00e7\u00f5es limitadas\u201d que servem para que a Coca-Cola seja not\u00edcia e para testar a rea\u00e7\u00e3o dos consumidores. Em todo este processo de muta\u00e7\u00e3o e diversifica\u00e7\u00e3o, um dos elementos que se manteve pouco alterado foi a ic\u00f3nica garrafa desenhada em 1916 por Earl R. Dean, embora coexista hoje com vasilhame das mais diversas formas, capacidades e natureza.\u00c9 poss\u00edvel que a \u201cf\u00f3rmula da Coca-Cola\u201d ciosamente guardada no cofre-forte da sede da companhia, em Atlanta se resuma a \u201c\u00e1gua, cafe\u00edna, \u00e1cido fosf\u00f3rico, um corante sint\u00e9tico (E150d), doses generosas de a\u00e7\u00facar, doses m\u00ednimas de extractos vegetais e doses cavalares de marketing\u201d. \u00c9 quanto basta para que a Coca-Cola seja a 5.\u00aa marca mais valiosa do mundo (66 mil milh\u00f5es de euros, dados de 2018), atr\u00e1s da Apple, Google, Amazon e Microsoft e \u00e0 frente da Samsung e Toyota.\u00c9 imposs\u00edvel falar da Coca-Cola sem mencionar a sua rival, criada em 1893 por Caleb Bradham (1867-1934), um farmac\u00eautico estabelecido em New Bern, Carolina do Norte. A bebida, que come\u00e7ou por denominar-se \u201cBrad\u2019s Drink\u201d foi rebaptizada em 1898 como Pepsi-Cola, tirando partido da voga pelas \u201cbebidas de cola\u201d com alegados poderes medicinais e poderes \u201crevigorantes\u201d. Um dos efeitos reivindicado pelo t\u00f3nico comercializado por Bradham era o de combater a dispepsia (indigest\u00e3o), da\u00ed o nome (do grego \u201cp\u00e9psis\u201d, digest\u00e3o).Tal como a Coca-Cola Company, tamb\u00e9m a PepsiCo \u00e9 um colosso (45.\u00aa no ranking das 500 maiores empresas americanas elaborado pela Forbes em 2018) que engloba v\u00e1rias marcas conhecidas e com difus\u00e3o planet\u00e1ria, como Tropicana (sumos de frutas), Gatorade (bebidas energ\u00e9ticas), Mountain Dew (refrigerantes), Mirinda (refrigerantes), Lipton (ch\u00e1s, em parceria com a Unilever), Aquafina (\u00e1guas), Cheetos, Doritos, Fritos, Lay\u2019s, Ruffles e Tostitos (snacks), Quaker Oats (cereais de pequeno almo\u00e7o, snacks, etc.). Como a PepsiCo abrange mais \u00e1reas de neg\u00f3cio do que a Coca-Cola Company, as suas receitas s\u00e3o tamb\u00e9m mais volumosas (67.000 milh\u00f5es de d\u00f3lares em 2020), com a componente Pepsi-Cola e suas variantes a representar, por larga margem, o maior peso. Ainda assim, a fatia de mercado dos refrigerantes pertencente \u00e0 Coca-Cola (17.8%) est\u00e1 bem acima da Pepsi (8.3%, com tend\u00eancia de queda nos \u00faltimos anos).O top 10 dos refrigerantes mais vendidos no mundo \u00e9 dominado por produtos das duas companhias rivais: 1.\u00ba Coca-Cola Classic (Coca-Cola Company), 2.\u00ba Diet Coke (Coca-Cola Company), 3.\u00ba Pepsi, 4.\u00ba Mountain Dew (PepsiCo), 5.\u00ba Dr. Pepper (grupo Keurig Dr. Pepper), 6.\u00ba Sprite (Coca-Cola Company), 7.\u00ba Diet Pepsi (PepsiCo), 8.\u00ba Diet Mountain Dew (PepsiCo), 9.\u00ba Fanta (Coca-Cola Company), 10.\u00ba Diet Dr. Pepper (grupo Keurig Dr. Pepper).<\/p>\n<p>An\u00fancio \u00e0 Pepsi-Cola na revista Life, 1951A rivalidade entre Coca-Cola e Pepsi-Cola n\u00e3o \u00e9 meramente empresarial: cada uma das marcas arregimenta legi\u00f5es de fan\u00e1ticos que juram pela superioridade de uma delas, embora seja prov\u00e1vel que os ingredientes da Pepsi pouco difiram dos que acima se listaram para a Coca-Cola (nos prim\u00f3rdios, a Pepsi-Cola inclu\u00eda como ingrediente a baunilha, mas esta foi descartada). \u00c9 um espantoso e assustador testemunho do poder da publicidade para subjugar as massas ignaras e incutir-lhes cren\u00e7as absurdas e lev\u00e1-las a adorar \u00eddolos ocos, que haja quem esteja disposto a envolver-se em pol\u00e9micos sobre as \u201cvirtudes\u201d comparadas de beberagens com o aspeto e o sabor de \u00e1guas residuais da ind\u00fastria de tinturaria a que foi adicionada uma generosa quantidade de a\u00e7\u00facar \u2013 uma descri\u00e7\u00e3o que \u00e9 extens\u00edvel a boa parte da vasta oferta da ind\u00fastria de refrigerantes. Em tempos, houve quem resistisse \u00e0 \u201c\u00e1gua suja do capitalismo\u201d, mas h\u00e1 muito que as obje\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas foram dissolvidas pela acidez das colas\u2026O que \u00e9 mais ir\u00f3nico no duelo sem quartel entre Coca-Cola e Pepsi \u00e9 que a segunda passou por s\u00e9rias dificuldades financeiras nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX (chegando mesmo a declarar insolv\u00eancia) e por tr\u00eas vezes os seus propriet\u00e1rios propuseram a venda da empresa \u00e0 Coca-Cola, que, julgando a sua supremacia inabal\u00e1vel, sempre recusou.Uma nota final para o refrigerante de laranja Mirinda, criado em Espanha em 1959 e comprado pela Pepsico em 1970. Nunca foi comercializado em Portugal, desapareceu do seu pa\u00eds de origem em 1992, quando, ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o da marca espanhola Kas, a PepsiCo preferiu apostar nesta \u00faltima, e tem hoje o seu principal mercado no Pr\u00f3ximo Oriente. A men\u00e7\u00e3o a Mirinda justifica-se pela peculiaridade de ser a \u00fanica bebida produzida em massa que tem um nome que prov\u00e9m do esperanto: \u201cmirinda\u201d significa \u201cadmir\u00e1vel\u201d.A Royal Crown Cola n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 um dos tr\u00eas refrigerantes de cola surgidos na viragem dos s\u00e9culos XIX\/XX que se manteve em produ\u00e7\u00e3o ininterrupta at\u00e9 aos nossos dias, como durante anos fez frente \u00e0 Coca-Cola e \u00e0 Pepsi, chegando a deter, no final da d\u00e9cada de 1960, 10% do mercado dos EUA. Na verdade, a Royal Crown Cola (tamb\u00e9m conhecida como RC Cola) nasceu como resposta a alguma soberba da Coca-Cola, que estava empolgada com o sucesso do seu refrigerante.Na mesma Columbus, na Georgia, em que Pemberton inventara a Pemberton French Wine Coca, Claud Hatcher (1876-1931), que se diplomara como farmac\u00eautico, geria, com o pai, Lucius, uma empresa grossista de produtos de mercearia que escoava um consider\u00e1vel volume de Coca-Cola, pelo que Hatcher tentou obter do representante local da marca um desconto nas aquisi\u00e7\u00f5es; ao receber uma negativa inflex\u00edvel, Hatcher decidiu nunca mais comprar Coca-Cola e desenvolver os seus pr\u00f3prios refrigerantes.Ap\u00f3s alguma pesquisa no seu laborat\u00f3rio, Hatcher lan\u00e7ou, atrav\u00e9s da Union Bottling Works, em 1905 o Royal Crown Ginger Ale, seguido, pouco depois, pela Chero-Cola, com sabor a cereja (\u201ccherry\u201d, em ingl\u00eas), cujo sucesso levou a que, em 1912, a Union Bottling Works fosse rebaptizada como o seu nome. Na \u00e9poca, a Coca-Cola Company lutava para conter a prolifera\u00e7\u00e3o de refrigerantes que tentavam aproveitar-se da popularidade do seu produto e adoptavam marcas similares a \u201cCoca-Cola\u201d, pelo que interp\u00f4s uma ac\u00e7\u00e3o em tribunal a fim de impedir Hatcher de designar a sua gasosa como \u201cChero-Cola\u201d e, em 1923, um tribunal deu-lhe raz\u00e3o. O resultado foi que as vendas da Chero come\u00e7aram a declinar, o que foi compensado pela boa aceita\u00e7\u00e3o da Nehi, uma linha de refrigerantes com sabor a fruta, lan\u00e7ada por Hatcher em 1924, e cujo nome aparentemente ex\u00f3tico resulta de a pron\u00fancia inglesa de \u201cNehi\u201d ser id\u00eantica \u00e0 de \u201cknee-high\u201d, que significa \u201cpela altura do joelho\u201d e que tinha representa\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica nos an\u00fancios com pernas femininas. O sucesso da nova linha de refrigerantes foi tal que, quatro anos depois, o grupo empresarial foi rebaptizado como Nehi Corporation.Todavia, isto n\u00e3o representou o fim da Chero(-Cola), que, em 1934, ressurgiu como Royal Crown (mas perdendo pelo caminho o sabor a cereja) e que em 1944 ganhou o direito a ser nomeada como Royal Crown Cola, quando outro tribunal decidiu que a Coca-Cola n\u00e3o tinha direito ao uso exclusivo da designa\u00e7\u00e3o \u201cCola\u201d.Nas d\u00e9cadas de 40-50, a Royal Crown Cola foi promovida por uma impressionante galeria de estrelas de Hollywood, de que fizeram parte Anne Baxter, Gary Cooper, Joan Crawford, Bing Crosby, Paulette Godard, Betty Grable, Rita Hayworth, Sonja Henie, Betty Hutton, Hedy Lamarr, Virginia Mayo, Lizabeth Scott, Barbara Stanwyck, Shirley Temple, Gene Tierney e John Wayne, e obteve um sucesso que levou a que, em 1959, a Nehi Corporation fosse rebaptizada como Royal Crown.Rita Hayworth promove a Royal Crown Cola<\/p>\n<p>A necessidade de lutar contra os gigantes Coca-Cola e Pepsi for\u00e7ou a empresa a n\u00e3o dormir \u00e0 sombra dos louros e a ser inovadora: em 1954, foi a primeira a comercializar cola em lata e em 1962 lan\u00e7ou a Diet Rite, a primeira cola com teor cal\u00f3rico pr\u00f3ximo do zero. Durante a d\u00e9cada de 1960, o topo de vendas de colas nos EUA tinha a Coca-Cola em 1.\u00ba lugar, a Pepsi em 2.\u00ba, a RC em 3.\u00ba e a Diet Rite em 4.\u00ba.As suspeitas sobre os efeitos na sa\u00fade do ciclamato (o ado\u00e7ante artificial usado na Diet Rite), decis\u00f5es empresarias pouco atiladas (investimentos sem rela\u00e7\u00e3o com a ind\u00fastria alimentar) e a incapacidade para acompanhar os investimentos cada vez mais exorbitantes da Coca-Cola e da Pepsi em publicidade (a verdadeira pedra de toque do neg\u00f3cio dos refrigerantes) foram levando ao decl\u00ednio da Royal Crown, cujas vendas foram sendo confinadas ao Sul dos EUA e a zonas rurais, pelo que a empresa acabou por ser comprada pela Cadbury Schweppes no ano 2000. A Royal Crown foi integrada no grupo Keurig Dr. Pepper em 2018 e, face \u00e0 continuada quebra nas vendas, foi anunciado que seria rebaptizada como Vision Beverages e que a marca Royal Crown Cola seria extinta nos EUA.Quase 8000 anos antes do Vinho Mariani e da Coca-Cola, os habitantes do Peru j\u00e1 tinham descoberto as propriedades estimulantes da coca (Erytroxylum coca) e o h\u00e1bito de mascar as folhas deste arbusto enraizou-se nos habitantes do Imp\u00e9rio Inca e continua em voga nos povos que habitam hoje nos seus antigos territ\u00f3rios. Por\u00e9m, ao contr\u00e1rio da c\u00e9lebre cola yankee a Inca Kola nunca empregou folhas de coca na sua formula\u00e7\u00e3o: o seu ingrediente fulcral \u00e9 a l\u00facia-lima ou bela-lu\u00edsa (Aloysia citrodora), um arbusto da fam\u00edlia das verbenas nativo das regi\u00f5es andinas do Peru, Bol\u00edvia e Chile, cujas folhas exalam um odor c\u00edtrico, que justifica o seu nome cient\u00edfico (citrodora) e a refer\u00eancia \u00e0 lima (os angl\u00f3fonos chamam-lhe \u201clemon verbena\u201d, os hispan\u00f3fonos \u201ccedr\u00f3n\u201d ou \u201ccidr\u00f3n\u201d, \u201chierbaluisa\u201d, os franc\u00f3fonos \u201cverveine citronelle\u201d ou \u201cverveine du P\u00e9rou\u201d).A Inca Kola foi lan\u00e7ada em 1935 por Joseph Robinson Lindley, um imigrante brit\u00e2nico, que dera os primeiros passos no fabrico de bebidas em 1910, com uma empresa familiar, em Lima. Em 1928, esta ganhara dimens\u00e3o e fora formalizada como Corporaci\u00f3n Jos\u00e9 R. Lindley e, no in\u00edcio dos anos 30, j\u00e1 tinha um razo\u00e1vel cat\u00e1logo de refrigerantes \u2013 em 1935, a pretexto do 350.\u00ba anivers\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o da cidade, Lindley apresentou a Inca Kola, que se tornaria no produto de maior sucesso da firma, gra\u00e7as \u00e0 sua promo\u00e7\u00e3o como \u201cbebida nacional do Peru\u201d.An\u00fancio \u00e0 Inca Kola, d\u00e9cada de 1960Durante mais de 60 anos, nem sequer a concorr\u00eancia da toda-poderosa Coca-Cola conseguiu destronar a Inca Kola do 1.\u00ba lugar das vendas de refrigerantes no Peru \u2013 at\u00e9 que, em 1999, a Corporaci\u00f3n Jos\u00e9 R. Lindley se viu em apuros financeiros e, para evitar a fal\u00eancia, teve de negociar um acordo com a Coca-Cola. Esta adquiriu 40% das ac\u00e7\u00f5es por 300 milh\u00f5es de d\u00f3lares e ficou com o direito a produzir e comercializar Inca Kola em todos os pa\u00edses excepto no Peru, pa\u00eds em que a marca passou a ser detida conjuntamente pela Coca-Cola e pela Corporaci\u00f3n Jos\u00e9 R. Lindley. Algumas pequenas marcas peruanas tentaram apoderar-se do conceito de \u201cbebida nacional do Peru\u201d, alegando que a Inca Kola era agora uma marca yankee, mas, apesar desta concorr\u00eancia, a Inca Kola continua a ser o refrigerante mais vendido no Peru.A hist\u00f3ria \u201coficial\u201d dos refrigerantes de cola estabelece que o primeiro refrigerante de cola foi inventado em 1886 por John Pemberton, mas uma vers\u00e3o alternativa defende que desde 1865 que, em Cartagena de Indias, na Col\u00f4mbia, Carlos Rom\u00e1n Polanco j\u00e1 produzia um refrigerante carbonatado com noz-de-cola como ingrediente.An\u00fancio \u00e0 Kola Rom\u00e1n\u00c9 poss\u00edvel que esta cola-antes-da-Coca-Cola n\u00e3o passe de uma lenda: os Laboratorios Rom\u00e1n e a Botica Rom\u00e1n que lhe estava associada vendiam \u00e1guas e refrigerantes gaseificados desde meados do s\u00e9culo XIX, mas s\u00f3 h\u00e1 vest\u00edgios concretos da Kola Rom\u00e1n em 1934, como reac\u00e7\u00e3o \u00e0 concorr\u00eancia da Kola Walter, introduzida no final dos anos 20 por um empres\u00e1rio brit\u00e2nico e que logo ganhara o favor dos colombianos. Foi obra de um sobrinho de Carlos Rom\u00e1n, Henrique Pio Rom\u00e1n, que consagrou cinco anos \u00e0 busca de uma f\u00f3rmula que se aproximasse o mais poss\u00edvel do sabor da cola rival. A Kola Rom\u00e1n n\u00e3o teve muito tempo para gozar do sucesso, pois em 1940 a Coca-Cola chegou \u00e0 Col\u00f4mbia e come\u00e7ou a tomar conta do mercado. a Rom\u00e1n resistiu at\u00e9 1967, ano em que a sucursal colombiana da Coca-Cola adquiriu a Embotelladora Rom\u00e1n e a Kola Rom\u00e1n. Esta cola de peculiar cor vermelha-viva esteve \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o, mas, face \u00e0 sua popularidade em Cartagena, o ramo colombiano da Coca-Cola voltou a apostar na sua produ\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s mais um reajuste na f\u00f3rmula.A OpenCola tem vendas irrelevantes e \u00e9 praticamente desconhecida, mas vale a pena ser mencionada por surgir em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Coca-Cola e \u00e0 (rid\u00edcula) aura criada em torno da sua \u201cf\u00f3rmula secreta\u201d. A OpenCola, lan\u00e7ada em 2001, em Toronto, por Grad Cohn, Cory Doctorow e John Henson, \u00e9 preparada segundo uma receita \u201copen source\u201d (da\u00ed o seu nome), ou seja, pode ser usada (e alterada) por quem entender, sem pagar quaisquer direitos (a \u00fanica condi\u00e7\u00e3o imposta \u00e9 que qualquer evolu\u00e7\u00e3o da receita tem de ser registada tamb\u00e9m em regime \u201copen source\u201d).<\/p>\n<p>\n<!--noindex--><br \/>\n<a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/da-coca-cola-a-inca-kola-breve-historia-dos-refrigerantes-de-cola-que-ronaldo-nao-bebe\/\" rel=\"nofollow\">Source link <\/a><br \/>\n<!--\/noindex--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os escassos m\u00e9ritos das Cruzadas esteve o de colocar os r\u00fasticos europeus em contacto com a requintada civiliza\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica, que se encontrava ent\u00e3o mais avan\u00e7ada, n\u00e3o s\u00f3 no dom\u00ednio das ci\u00eancias e das letras, como no dos confortos e prazeres da vida quotidiana \u2013 a n\u00edvel das classes altas, entenda-se, pois para as massas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7763,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7762","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-financeiras"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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