{"id":3994,"date":"2019-08-17T11:17:24","date_gmt":"2019-08-17T08:17:24","guid":{"rendered":"https:\/\/super-news.info\/pt\/o-merito-nao-tem-genero-15-mulheres-lideres-o-jornal-economico\/"},"modified":"2019-08-17T11:17:25","modified_gmt":"2019-08-17T08:17:25","slug":"o-merito-nao-tem-genero-15-mulheres-lideres-o-jornal-economico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/super-news.info\/pt\/o-merito-nao-tem-genero-15-mulheres-lideres-o-jornal-economico\/","title":{"rendered":"O m\u00e9rito n\u00e3o tem g\u00e9nero. 15 mulheres l\u00edderes \u2013 O Jornal Econ\u00f3mico"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O c\u00e9lebre prov\u00e9rbio \u201cpor tr\u00e1s de um grande homem h\u00e1 sempre uma grande mulher\u201d caiu em desuso. Esconde a verdade, pois as mulheres n\u00e3o precisam de estar na retaguarda. Antes pelo contr\u00e1rio. Assumem cargos de lideran\u00e7a e at\u00e9 com grande notoriedade. Muitas continuam a desempenhar o papel de m\u00e3es com a mesma devo\u00e7\u00e3o de sempre, mas isso agora n\u00e3o as impede de subirem na carreira e de se tornarem num exemplo de determina\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>Com a evolu\u00e7\u00e3o da sociedade, que cada vez mais promove a igualdade de g\u00e9nero, as mulheres abra\u00e7aram desafios profissionais que durante d\u00e9cadas lhes estiveram vedados. Longe vai o estigma de que n\u00e3o conseguiriam nunca assumir a preponder\u00e2ncia que o sexo masculino tem na sociedade.<\/p>\n<p>\u201cSer mulher nunca foi um problema e nunca me senti discriminada\u201d disse Em\u00edlia Vieira, fundadora da Casa de Investimentos, uma sociedade gestora de patrim\u00f3nios. Tal como tantas outras mulheres, Em\u00edlia Vieira \u00e9 l\u00edder numa \u00e1rea ainda dominada pelos homens, mas garante que a \u201cconsist\u00eancia do trabalho que fazemos \u00e9 que faz a diferen\u00e7a\u201d. \u201cSe fosse homem, teria sido igual\u201d, vincou.<\/p>\n<p>As mulheres ocupam pap\u00e9is de primeira linha na sociedade portuguesa. Da pol\u00edtica \u00e0s empresas, passando pelas institui\u00e7\u00f5es nacionais, as mulheres ocupam cargos de lideran\u00e7a que preenchem a agenda p\u00fablica, destacando-se nas capas dos jornais.<\/p>\n<p>Entre tantos outros poss\u00edveis, o Jornal Econ\u00f3mico reuniu 15 perfis para ilustrar a lideran\u00e7a no feminino, que passam pelo ensino, pela investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, regula\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o financeira, demonstrando que as mulheres s\u00e3o ex\u00edmias em possuir profundos conhecimentos t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>Mas a lideran\u00e7a extravasa a componente t\u00e9cnica e as p\u00e1ginas que se seguem tamb\u00e9m apresentam exemplos de l\u00edderes empresariais, de mulheres que s\u00e3o membros dos conselhos de administra\u00e7\u00e3o de empresas, real\u00e7ando a capacidade para motivarem equipas a n\u00e3o perder o foco.<\/p>\n<p>A diversidade \u00e9 positiva para a tomada de decis\u00e3o porque a torna mais completa e, por isso, as mulheres s\u00e3o decisivas em cargos de lideran\u00e7a. Contudo, h\u00e1 casos em que as mulheres acabam por n\u00e3o chegar ao topo da pir\u00e2mide das organiza\u00e7\u00f5es em que trabalham. \u201cEm muitos casos, julgo que as mulheres se auto-limitam\u201d, reconhece Em\u00edlia Vieira, embora admita que \u00e9 \u201cuma quest\u00e3o de tempo para que as mulheres estejam cada vez mais presentes em todos os setores\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTendemos a olhar para os espelhos que nos colocam \u00e0 frente e devemos procurar os espelhos em que nos queremos ver\u201d, real\u00e7ou a fundadora da Casa de Investimentos que aos 27 anos dava aulas de finan\u00e7as a managing directors da UBS e prestou servi\u00e7os de consultoria nas maiores pra\u00e7as financeiras mundiais.<br \/>O m\u00e9rito e o sucesso profissional n\u00e3o t\u00eam g\u00e9nero e t\u00e3o-pouco a lideran\u00e7a, tal como demonstram as p\u00e1ginas que se seguem.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Clara Raposo, Presidente do ISEG<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Uma mulher ao leme do centen\u00e1rio ISEG<\/strong><\/p>\n<p>O Jornal Econ\u00f3mico de 6 de julho de 2018 assinalou o extraordin\u00e1rio acontecimento na sua capa: primeira mulher a presidir \u00e0 centen\u00e1ria escola de economia e gest\u00e3o da Universidade de Lisboa, o ISEG.<\/p>\n<p>Clara Raposo atinge o topo aos 47 anos n\u00e3o por ser mulher, mas por lhe reconhecerem compet\u00eancia. \u00c9 catedr\u00e1tica de Finan\u00e7as, especialista em finan\u00e7as empresariais e corporate governance, formada em Economia pela Nova SBE, onde se sagrou melhor aluna do curso em 1992. Depois de a\u00ed ter tido uma experi\u00eancia breve como assistente, seguiu para Inglaterra para fazer o mestrado em Economia e, logo a seguir, o doutoramento, que concluiu na conceituada London Business School, com apenas 28 anos de idade. Ainda em Londres, exerceu o magist\u00e9rio durante dois anos numa tamb\u00e9m prestigiada e centen\u00e1ria institui\u00e7\u00e3o de ensino brit\u00e2nica: Oxford. \u201cFoi fundamental na minha vida. A\u00ed abriu-se-me o horizonte. Vi, pela primeira vez, a necessidade de saber mais do que aquilo que tinha aprendido\u201d, confessou-me na primeira entrevista que lhe fiz, pouco depois de ter tomado posse como presidente do ISEG.<\/p>\n<p>Lisboeta, filha de um economista e de uma professora de portugu\u00eas, foi educada para ser boa aluna, ter um bom trabalho, ser independente e fazer uma carreira sem restri\u00e7\u00f5es, como se fosse rapaz. Ou seja, igual. \u201cHesitei entre Economia e Direito. Prevaleceu a Economia porque me atraiu o facto de poder conciliar uma ci\u00eancia social com uma componente quantitativa muito forte\u201d.<\/p>\n<p>Tem convic\u00e7\u00f5es fortes. Coloca a ess\u00eancia acima da apar\u00eancia. \u201cTemos de estar genuinamente preparados para sermos expostos e confrontados com diferentes abordagens e para as encaixarmos. Temos, de facto, de saber pensar\u201d, afirma esta democrata convicta, que no seu dia a dia ajuda a construir um ISEG mais aberto, multicultural e dialogante, que tira o m\u00e1ximo partido da sua matriz multidisciplinar. \u201cNunca ao pensamento \u00fanico\u201d, declara.<\/p>\n<p>Casada e m\u00e3e de duas raparigas, continua interessada por tudo, como sempre, mas o tempo escasseia cada vez mais. Poliglota, encontrou no mandarim a sua mais recente paix\u00e3o. Diz que, al\u00e9m do conhecimento, lhe proporciona um ant\u00eddoto para o stresse.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479414\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029843_63_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Leonor beleza, Presidente da Funda\u00e7\u00e3o Champalimaud<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Na vanguarda da ci\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Era apontada como sucessora de An\u00edbal Cavaco Silva na lideran\u00e7a do PSD e, para muitos, poderia ter sido a primeira-ministra eleita, mas o destino trocou-lhe as voltas. \u00c9, atualmente, presidente da Funda\u00e7\u00e3o Champalimaud, cargo que ocupa desde a sua cria\u00e7\u00e3o, em 2004, por des\u00edgnio do seu fundador Ant\u00f3nio de Sommer Champalimaud.<\/p>\n<p>Nascida no Porto, a 23 de novembro de 1948, foi na Universidade de Lisboa que se licenciou em Direito, em 1972, que come\u00e7ou carreira como assistente em Direito da Fam\u00edlia. O cargo permitiu-lhe, em 1977, colaborar na reforma de 1977 no C\u00f3digo Civil com o ent\u00e3o ministro socialista Ant\u00f3nio de Almeida Santos. Mas a entrada na vida pol\u00edtica j\u00e1 tinha acontecido alguns anos antes, quando, em maio de 1974, aderiu ao PSD e a\u00ed come\u00e7ou a destacar-se. Mais tarde viria a recordar que a primeira vez que teve uma oportunidade p\u00fablica de fazer um statement pol\u00edtico foi \u201csobre os direitos das mulheres\u201d. Esteve no gabinete do ministro dos Assuntos Sociais, Jorge S\u00e1 Borges, em 1975, e, mais tarde, na Comiss\u00e3o da Condi\u00e7\u00e3o Feminina.<\/p>\n<p>Foi com o convite para a Secretaria de Estado da Presid\u00eancia do Conselho de Ministros, em 1982, que come\u00e7ou a ganhar maior notoriedade pol\u00edtica. Pediu para ser secret\u00e1ria de Estado e, um ano depois, M\u00e1rio Soares nomeou-a para a pasta da Seguran\u00e7a Social. Chegou a ministra da Sa\u00fade nos dois Governos de Cavaco Silva. Mas um esc\u00e2ndalo relacionado com transfus\u00f5es de sangue, que levaram \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o de 137 hemof\u00edlicos com VIH\/sida em hospitais p\u00fablicos, ter-lhe-\u00e1 fechado a porta \u00e0 vida pol\u00edtica ativa. Foi arguida pelo crime de neglig\u00eancia com dolo, mas o processo foi arquivado em 2003. Foi o ponto final no futuro pol\u00edtico de Leonor Beleza.<\/p>\n<p>Mas um telefonema de Ant\u00f3nio Champalimaud em 2000 abriria um novo cap\u00edtulo na sua vida. Diz-lhe apenas que lhe ia deixar em testamento uma funda\u00e7\u00e3o da qual queria que ela fosse presidente. Leonor Beleza aceitou e, ap\u00f3s a morte de Ant\u00f3nio Champalimaud, a funda\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ganhar forma at\u00e9 \u00e0 sua abertura em 2015. A ex-ministra levou a que a funda\u00e7\u00e3o se tornasse internacionalmente reconhecida pela investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na \u00e1rea da sa\u00fade. Foi agraciada com a Gr\u00e3-Cruz da Ordem Militar de Cristo, em 2005, e a Gr\u00e3-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 2017.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479415\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029843_791_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Elisa Ferreira, Vice-Governadora do Banco de Portugal<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u201creserva da na\u00e7\u00e3o\u201d feminina do PS<\/strong><\/p>\n<p>A atual vice-Governadora do Banco de Portugal \u00e9 a mulher portuguesa mais mencionada para os cargos europeus, de supervis\u00e3o banc\u00e1ria e n\u00e3o s\u00f3. Foi mencionada como favorita \u00e0 lideran\u00e7a do Mecanismo Europeu de Supervis\u00e3o; como potencial candidata a presidir ao Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do BCE; como potencial futura Governadora do Banco de Portugal, sucedendo a Carlos Costa que acaba o mandato em julho de 2020; como potencial futura ministra das Finan\u00e7as num cen\u00e1rio sem M\u00e1rio Centeno no Governo, e agora est\u00e1 lista para representar Portugal na Comiss\u00e3o Europeia. Para al\u00e9m da sua longa experi\u00eancia profissional joga a seu favor o facto de ser mulher, numa altura em que as organiza\u00e7\u00f5es tentam maiores equil\u00edbrios na representa\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero nos \u00f3rg\u00e3os de topo.<\/p>\n<p>Num mundo cada vez mais sujeito a regras de quotas, a socialista Elisa Ferreira surge como a \u201creserva da na\u00e7\u00e3o\u201d para todos os cargos de topo que exijam mulheres. Como se sabe, os bancos centrais de todo o mundo t\u00eam mais homens, e por isso s\u00e3o apontados como tendo forte desigualdade de g\u00e9nero. A escassez de mulheres economistas e no topo da banca \u00e9 citada como a raz\u00e3o para apontar a lista de mulheres nome\u00e1veis para cargos de supervis\u00e3o banc\u00e1ria, e Elisa Ferreira surge inevitavelmente como a portuguesa mais bem posicionada para esses lugares de topo.<\/p>\n<p>Esta economista do Porto, com 63 anos, tem uma vasta experi\u00eancia europeia nas pastas mais financeiras, tendo estado no desenvolvimento da Uni\u00e3o Banc\u00e1ria enquanto eurodeputada. No Banco de Portugal, a economista \u00e9 respons\u00e1vel pelo Departamento de Supervis\u00e3o Prudencial, bem como serve de representante portuguesa no Conselho de Supervis\u00e3o do BCE e na Autoridade Banc\u00e1ria Europeia. A importante pasta da supervis\u00e3o banc\u00e1ria obriga-a a desloca\u00e7\u00f5es regulares ao Banco Central Europeu, em Frankfurt, onde j\u00e1 estabeleceu rela\u00e7\u00f5es de proximidade.<\/p>\n<p>Recentemente Elisa Ferreira foi um dos quatro nomes indicados pelo primeiro-ministro socialista Ant\u00f3nio Costa a Ursula von der Leyen (futura presidente da Comiss\u00e3o Europeia) para comiss\u00e1rio europeu. A economista socialista est\u00e1 assim na lista dos potenciais representantes de Portugal na pr\u00f3xima Comiss\u00e3o Europeia. Esta proposta de Ant\u00f3nio Costa \u00e9 vista como forma de a retirar do leque de candidatos \u00e0 sucess\u00e3o de Carlos Costa \u2013 porque Elisa Ferreira era apontada no mercado como potencial Governadora do Banco de Portugal no pr\u00f3ximo ver\u00e3o de 2020.<\/p>\n<p>J\u00e1 antes a ag\u00eancia financeira Bloomberg a colocava no lote de favoritas \u00e0 lideran\u00e7a do Mecanismo \u00danico de Supervis\u00e3o \u2013 o organismo dentro do BCE respons\u00e1vel pela supervis\u00e3o ao n\u00edvel europeu \u2013, cargo ocupado na altura por Dani\u00e8le Nouy. No entanto, h\u00e1 um ano decidiu n\u00e3o avan\u00e7ar com uma candidatura para a lideran\u00e7a do Mecanismo Europeu de Supervis\u00e3o do Banco Central Europeu. Elisa Ferreira optou por n\u00e3o ir. Raz\u00f5es de ordem pessoal e profissional levaram a socialista a n\u00e3o concorrer ao lugar, mostrando pouco interesse em sair outra vez do pa\u00eds. Mais recentemente, a mesma ag\u00eancia Bloomberg incluiu Elisa Ferreira numa lista de dez mulheres com o perfil adequado para ambicionar chegar ao cargo mais relevante da autoridade monet\u00e1ria europeia, quando ainda n\u00e3o se sabia que a presid\u00eancia do BCE ia para Christine Lagarde. Marques Mendes, no seu coment\u00e1rio na SIC, deu-a como potencial l\u00edder da pasta das Finan\u00e7as num futuro Governo socialista sem M\u00e1rio Centeno.<\/p>\n<p>\u00c9 sem d\u00favida a mulher portuguesa mais vezes mencionada para cargos de topo em organiza\u00e7\u00f5es fundamentais para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>A socialista entrou para o banco central como administradora em 2016, j\u00e1 pela m\u00e3o do atual Executivo liderado por Ant\u00f3nio Costa, e em 2017 passou a vice-governadora.<\/p>\n<p>O atual Governo, como n\u00e3o tinha oportunidade de fazer a sua escolha para governador do Banco de Portugal, acabou por escolher as pessoas que ocupam os dois cargos de vice-governador: Lu\u00eds M\u00e1ximo dos Santos e Elisa Ferreira. A ex-eurodeputada foi na altura elogiada pelo ex-presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, pelo seu trabalho na constru\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o banc\u00e1ria.<\/p>\n<p>Elisa Ferreira representou o PS na Europa por mais de uma d\u00e9cada no Parlamento Europeu, e em 2015 esteve no grupo de economistas liderado por M\u00e1rio Centeno que ajudou Ant\u00f3nio Costa a elaborar o programa eleitoral do PS, nas elei\u00e7\u00f5es que retira Pedro Passos Coelho, que tinha ganho as elei\u00e7\u00f5es, da lideran\u00e7a do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A vice-governadora do Banco de Portugal, Elisa Ferreira, integra o Conselho de Supervis\u00e3o do Banco Central Europeu (BCE), \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela supervis\u00e3o do sistema financeiro europeu. Uma vez por ano, este Conselho realiza uma das suas reuni\u00f5es ordin\u00e1rias num dos 19 Estados-membros. Em maio, e a convite da vice-governadora, que tem a seu cargo a supervis\u00e3o banc\u00e1ria, o Conselho de Supervis\u00e3o realizou pela primeira vez a sua reuni\u00e3o ordin\u00e1ria em Lisboa.<\/p>\n<p>No curr\u00edculo de Elisa Ferreira consta a pasta de ministra do Ambiente de Ant\u00f3nio Guterres, per\u00edodo durante o qual resolveu dossi\u00eas ligados \u00e0 \u00e1rea metropolitana, como o abastecimento de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Como ministra do Planeamento, estruturou o 3\u00ba Quadro Comunit\u00e1rio de Apoio, que incluiu o \u201cPorto 2001\u201d e o metro.<\/p>\n<p>A economista foi professora universit\u00e1ria, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Industrial Portuense e administradora da Funda\u00e7\u00e3o de Serralves.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479416\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029843_755_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Gabriela Figueiredo Dias, Presidente da CMVM \u2013 Comiss\u00e3o do Mercado de Valores Mobili\u00e1rios<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A \u201cdama de ferro\u201d da supervis\u00e3o dos mercados<\/strong><\/p>\n<p>Foi a primeira mulher a liderar uma entidade de supervis\u00e3o financeira em Portugal. N\u00e3o \u00e9 high profile. Pelo contr\u00e1rio: \u00e9 discreta e fiel ao estilo acad\u00e9mico de Coimbra, mas \u00e9 a verdadeira \u201cdama de ferro\u201d da Comiss\u00e3o do Mercado de Valores Mobili\u00e1rios (CMVM). Desde que chegou implementou uma reestrutura\u00e7\u00e3o total na org\u00e2nica da CMVM. Defensora da dinamiza\u00e7\u00e3o do mercado de capitais, Gabriela Figueiredo Dias conduziu o processo de implementa\u00e7\u00e3o da nova diretiva para os mercados (DMIF II) e da diretiva da auditoria. Tem na sua agenda os casos dos lesados do BES e do Banif e ainda a acusa\u00e7\u00e3o \u00e0 KPMG. A CMVM concluiu, ap\u00f3s a sua investiga\u00e7\u00e3o, ter havido falhas no trabalho de supervis\u00e3o feito pela auditora ao Banco Esp\u00edrito Santo (BES), que ter\u00e3o contribu\u00eddo para a acumula\u00e7\u00e3o de problemas que culminaram no colapso do banco, em 2014.<\/p>\n<p>Sem medo, a CMVM, em contraste com a acusa\u00e7\u00e3o produzida pelo Banco de Portugal, que se concentra nas opera\u00e7\u00f5es do BES em Angola, concluiu que as falhas da KPMG foram muito mais generalizadas. A investiga\u00e7\u00e3o da entidade liderada por Gabriela Figueiredo Dias detetou mesmo ind\u00edcios de falhas no trabalho de fiscaliza\u00e7\u00e3o realizado pela KPMG enquanto auditora do BES at\u00e9 2014, e assim a CMVM deu in\u00edcio ao processo administrativo de contraordena\u00e7\u00e3o. Manifestou-se veementemente contra a reforma da supervis\u00e3o financeira proposta pelo Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as de M\u00e1rio Centeno e contra o regime de cativa\u00e7\u00f5es do mesmo minist\u00e9rio. E tamb\u00e9m criticou as limita\u00e7\u00f5es or\u00e7amentais impostas aos reguladores. \u00c9 apelidada de verdadeira \u201cworkaholic\u201d e, segundo as nossas fontes, trabalha de sol a sol. Nascida numa fam\u00edlia de advogados de Coimbra \u00e9, ali\u00e1s, advogada de forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica. Licenciada em Direito, come\u00e7ou a sua atividade profissional como advogada, exerceu depois consultoria jur\u00eddica e, em 2007, chegou ao regulador do mercado de capitais. Tem experi\u00eancia de 17 anos como advogada e consultora jur\u00eddica nas \u00e1reas de contratos, direito internacional, direito banc\u00e1rio e financeiro e fundos de pens\u00f5es, em paralelo com a carreira acad\u00e9mica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479417\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029843_646_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Nazar\u00e9 da Costa Cabral, Presidente do Conselho de Finan\u00e7as P\u00fablicas<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>No palco das finan\u00e7as p\u00fablicas<\/strong><\/p>\n<p>Desde mar\u00e7o que Nazar\u00e9 da Costa Cabral preside ao Conselho de Finan\u00e7as P\u00fablicas, o \u00f3rg\u00e3o nacional que avalia as contas p\u00fablicas nacionais. Com 47 anos, sucedeu a outra mulher que se destacou na lideran\u00e7a em Portugal: Teodora Cardoso, que abandonou o cargo ao fim de sete anos.<\/p>\n<p>Nazar\u00e9 da Costa Cabral \u00e9 licenciada (1994), mestra (1998) e doutora (2007) em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. \u00c9 licenciada em Economia (2015), pela Nova SBE \u2013 School of Business &amp; Economics.<\/p>\n<p>Casada e m\u00e3e de quatro filhos tentou sempre conciliar a maternidade com a profiss\u00e3o. \u201cO facto de ter dedicado grande parte da carreira \u00e0 faculdade e \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o permitiu-me ter alguma flexibilidade quando eles eram mais pequenos. Tamb\u00e9m tinha a ajuda dos av\u00f3s e, sempre que poss\u00edvel, ia busc\u00e1-los \u00e0 escola\u201d, disse ao Jornal Econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>Com uma carreira consolidada na academia, ocupou os cargos de investigadora principal do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o de Direito Econ\u00f3mico, Financeiro e Fiscal (CIDEFF) da Faculdade de Direito de Lisboa (Grupo IV \u2013 \u2018Crise, Pol\u00edticas P\u00fablicas, Pol\u00edtica Or\u00e7amental e o Euro\u2019), vogal da Dire\u00e7\u00e3o do Instituto de Direito Econ\u00f3mico, Financeiro e Fiscal (IDEFF) e ainda a autoria de diversos livros e artigos, sobretudo nos dom\u00ednios das Finan\u00e7as P\u00fablicas, da Or\u00e7amenta\u00e7\u00e3o P\u00fablica e da Seguran\u00e7a Social.<\/p>\n<p>Entre 1997 e 2002, e entre 2005 e 2007, a presidente do CFP desempenhou fun\u00e7\u00f5es de assessoria e de consultoria jur\u00eddicas em gabinetes governamentais nas \u00e1reas do Trabalho e da Seguran\u00e7a Social. Nesses per\u00edodos, integrou diversos grupos de trabalho encarregues da revis\u00e3o de diplomas legais no dom\u00ednio da seguran\u00e7a social. Integrou ainda a equipa t\u00e9cnica para os aspetos do Financiamento da Seguran\u00e7a Social, de que resultou a produ\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio \u201cA Sustentabilidade Financeira do Sistema de Solidariedade e da Seguran\u00e7a Social\u201d (2002).<\/p>\n<p>Em 2014, foi nomeada pela Ministra de Estado e das Finan\u00e7as como membro do Grupo de Trabalho encarregue da revis\u00e3o da Lei de Enquadramento Or\u00e7amental. Este tem sido, alias, um dos temas analisado pelo CFP. Apesar de discreta, tem mantido regular a publica\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios pelo CFP sobre as contas p\u00fablicas nacionais. O CFP mant\u00e9m-se menos otimista do que o Governo sobre o cumprimento das metas or\u00e7amentais para este ano, ao projetar um crescimento da economia de 1,6%, menos 0,3 pontos percentuais do que as Finan\u00e7as. J\u00e1 sobre o d\u00e9fice, apesar de alertar para o poss\u00edvel impacto da inje\u00e7\u00e3o de capital no Novo Banco, estima que este se fixe em -0,3% do PIB, menos 0,1 pp. do que o Governo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479418\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029843_192_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Isabel Furtado, CEO da COTEC<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A tempestade perfeita<\/strong><\/p>\n<p>Isabel Furtado \u00e9 desde maio de 2018 a presidente da COTEC \u2013 onde substituiu Francisco de Lacerda \u2013 depois de ter elevado a TMG Automotive \u00e0 categoria de exemplo de como uma empresa inserida num setor tradicional, o t\u00eaxtil, pode ser tamb\u00e9m uma unidade de ponta em termos de inova\u00e7\u00e3o e de investiga\u00e7\u00e3o aplicada \u00e0 ind\u00fastria. \u00c9 a primeira mulher a chegar a um lugar que tem o destaque especial de ser uma esp\u00e9cie de \u2018apontador\u2019 de uma s\u00e9rie de diretrizes que importam \u00e0 economia \u2013 e Isabel Furtado n\u00e3o se tem furtado a isso. Desde que assumiu o cargo, a economista especializada em Tecnologia T\u00eaxtil tem vindo a diversificar o seu discurso para v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es inesperadas, como sejam a necessidade de a economia, nomeadamente aquela que tem mais a ver com as empresas, n\u00e3o deixar ningu\u00e9m para tr\u00e1s. Num quadro em que a ind\u00fastria 4.0 est\u00e1 a moldar cada vez mais as rela\u00e7\u00f5es de trabalho mas tamb\u00e9m os tipos de fun\u00e7\u00f5es do futuro, Isabel Furtado tem sido uma voz fundamental e instru\u00edda na defesa da responsabilidade social da economia \u2013 que, para espanto de alguns, ainda \u00e9 uma \u00e1rea das humanidades. A sua voz tem sido a de uma tempestade tranquila.<\/p>\n<p>Foi entre outras raz\u00f5es esta sua postura de equil\u00edbrio entre a felicidade pessoal de quem trabalha e os n\u00fameros que se inscrevem nos balan\u00e7os das empresas que a levaram a ser uma escolha \u00f3bvia do j\u00fari do Pr\u00e9mio Dona Ant\u00f3nia \u2013 cuja \u00faltima edi\u00e7\u00e3o a distinguiu enquanto \u2018Consagra\u00e7\u00e3o de Carreira\u2019. J\u00e1 em 2014 tinha sido distinguida com a comenda da Ordem do M\u00e9rito Industrial. \u00c9 tamb\u00e9m, desde h\u00e1 dias, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o T\u00eaxtil e do Vestu\u00e1rio de Portugal (ATP).<\/p>\n<p>Neta do fundador da T\u00eaxtil Manuel Gon\u00e7alves, uma das maiores empresa t\u00eaxteis nacionais, Isabel Furtado \u00e9 directora executiva da TMG Automotive desde finais de 2008. Nasceu em Famalic\u00e3o mas, no Ver\u00e3o Quente de 1975, a fam\u00edlia decidiu procurar ares menos conturbados \u2013 que encontraria em Toronto, Canad\u00e1, onde, adolescente, viveria durante tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Isabel Furtado acabaria por continuar os estudos em Inglaterra, primeiro em Kent, depois em Manchester, sabendo que o regresso a Portugal haveria de ser sempre uma op\u00e7\u00e3o. Que cumpriu. Casada com um m\u00e9dico, tem tr\u00eas filhos (Jos\u00e9, Ana e In\u00eas) e gere uma empresa que est\u00e1 em todo o lado, mesmo n\u00e3o se sabendo: no filme Tempestade Perfeita, George Clooney vestia um imperme\u00e1vel feito com tecido da TMG Automative.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479419\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029843_461_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Margarida Matos Rosa, Presidente da Autoridade da Concorr\u00eancia<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Uma vida a trabalhar no mundo do dinheiro e da bolsa<\/strong><\/p>\n<p>Margarida Matos Rosa est\u00e1 habituada a grandes desafios profissionais. Aos 30 anos de idade geria ativos no valor de 86 milh\u00f5es de euros, de um dos dez maiores bancos do mundo, o BNP\/Paribas, que representavam \u00e0 data metade da carteira total de ativos detidos pelos bancos estrangeiros que operavam em Portugal.<\/p>\n<p>Quase nunca fala com a comunica\u00e7\u00e3o social mas garantiu que nunca se sentiu discriminada em rela\u00e7\u00e3o aos homens. Acredita que o que capacita para os cargos desempenhados \u00e9 o talento, o m\u00e9rito, independentemente de se ser homem ou mulher. Margarida Matos Rosa iniciou fun\u00e7\u00f5es como presidente da Autoridade da Concorr\u00eancia a 28 de novembro de 2016 e ainda hoje mant\u00e9m o cargo. Desde que o assumiu, a profissional comandou dezenas de buscas a empresas. Ap\u00f3s ingressar nas fun\u00e7\u00f5es de presidente, Margarida Matos Rosa refor\u00e7ou a investiga\u00e7\u00e3o como prioridade regulat\u00f3ria.<\/p>\n<p>A economista nasceu na cidade de Lisboa em 1973 e licenciou-se em Economia pela Universit\u00e9 Catholique de Louvain, na B\u00e9lgica, com grandes honras. Tirou o mestrado numa das universidades mais prestigiadas do mundo, em Princeton, nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, onde se graduou com especialidade em assuntos p\u00fablicos (Master in Public Affairs).<\/p>\n<p>\u00c9 descrita como sendo uma trabalhadora incans\u00e1vel, que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de amedrontar e nem receia fazer frente aos poderes. Empenhada e determinada s\u00e3o as palavras mais ouvidas quando se fala na economista e presidente da Autoridade da Concorr\u00eancia, al\u00e9m de ser tida como melhor ouvinte do que interveniente nos assuntos. Margarida Matos Rosa dirigiu durante cinco anos, de 2011 at\u00e9 assumir fun\u00e7\u00f5es na Autoridade da Concorr\u00eancia, o Departamento de Supervis\u00e3o da Gest\u00e3o do Investimento Coletivo na Comiss\u00e3o do Mercado de Valores Mobili\u00e1rios (CMVM). Entre 2009 e 2011 foi assessora do conselho da mesma entidade para quest\u00f5es regulat\u00f3rias e de supervis\u00e3o nos mercados financeiros europeus e internacionais. Al\u00e9m do BNP Paribas em Portugal, integrou tamb\u00e9m o UBS Bank e o Santander Investment. Sempre manteve a barreira da vida profissional e pessoal bem definida.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479420\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029843_0_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Paula Amorim, Presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Galp<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Reinventora da corti\u00e7a lidera galp<\/strong><\/p>\n<p>Nascida a 20 de janeiro de 1971, na cidade do Porto, Paula Fernanda Ramos Amorim, a primeira das tr\u00eas filhas de Am\u00e9rico Amorim \u00e9 hoje uma das mulheres mais poderosas de Portugal. Numa entrevista \u00e0 revista Vogue, em 2018 a empres\u00e1ria assumiu que a sua inf\u00e2ncia, ainda que feliz, esteve sempre marcada pelo trabalho, em especial devido \u00e0 rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima que sempre manteve com o seu pai, no qual teve a sua maior refer\u00eancia. O peso da perspetiva empresarial na vida familiar fez com que tivesse uma grande motiva\u00e7\u00e3o para seguir o legado do \u201cneg\u00f3cio da fam\u00edlia\u201d a fim de preserv\u00e1-lo e faz\u00ea-lo crescer. Tendo frequentado o curso de gest\u00e3o imobili\u00e1ria da Escola Superior de Atividades Imobili\u00e1rias, que n\u00e3o chegou a concluir, Paula Amorim teve a sua primeira experi\u00eancia profissional aos 19 anos, precisamente no ramo imobili\u00e1rio do grupo empresarial do pai. Foi aqui que come\u00e7ou a carreira de uma das mais proeminentes figuras femininas de Portugal. O longo caminho percorrido no Grupo Am\u00e9rico Amorim (GAA), onde desempenhou 22 cargos diferentes, culminou aos 45 anos com a subida ao topo, quando assumiu o cargo de presidente do grupo ap\u00f3s o falecimento do seu pai. Considerada a grande respons\u00e1vel pela \u201creinven\u00e7\u00e3o\u201d da corti\u00e7a, as 1001 utilidades que a mat\u00e9ria-prima tem hoje, podem perfeitamente ser-lhe atribu\u00eddas. Outro ponto alto na carreira de Paula Amorim foi a cria\u00e7\u00e3o da \u201cAmorim Luxury\u201d que, atrav\u00e9s da compra das lojas Fashion Clinic (\u00e0s quais foi juntando outros neg\u00f3cios como a aquisi\u00e7\u00e3o do franchising da Gucci, de onde surgiria a primeira loja em Portugal) rapidamente foi conquistando o mercado portugu\u00eas referente \u00e0s roupas de luxo. Atualmente, a Amorim Luxury \u00e9 um verdadeiro imp\u00e9rio da moda e do luxo. Mas a mais importante atividade que desempenha veio a ser desenvolvida num sector diferente, o dos petr\u00f3leos e da energia. Entrou na administra\u00e7\u00e3o da Galp em abril de 2012, passando a vice-presidente de 2015 a 2016 e a partir de outubro de 2016 ascendeu a presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Galp. Em 2018 a revista Forbes elaborou uma lista com as 20 mulheres mais poderosas de Portugal, colocando Paula Amorim no segundo lugar da tabela.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479423\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029844_893_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Rita Nabeiro, diretora geral da Adega Mayor<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Amante do caf\u00e9, apaixonada pelos vinhos<\/strong><\/p>\n<p>Durante a sua inf\u00e2ncia passeou de bicicleta pelo monte alentejano da sua fam\u00edlia, entre as galinhas e vacas, em Campo Maior, antes da f\u00e1brica atual da Delta Caf\u00e9s ser constru\u00edda \u2013 que \u00e9 o maior neg\u00f3cio da sua fam\u00edlia. Em 2004, iniciou-se uma nova etapa, quando o Grupo Nabeiro come\u00e7ou a produzir os primeiros vinhos \u2013 hoje soma mais de 350 hectares de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, dos quais 80 s\u00e3o vinha. Rita sempre sentiu um carinho especial pelo neg\u00f3cio dos vinhos, um gosto que adquiriu do av\u00f4. Talvez tamb\u00e9m porque a adega foi constru\u00edda no terreno que percorria de bicicleta. Por isso, acompanhou de perto o projeto: viu as paredes do edif\u00edcio idealizado pelo arquitecto Siza Vieira a serem erguidas at\u00e9 se tornar no que \u00e9 hoje, o s\u00edmbolo da Adega Mayor.<\/p>\n<p>Inicialmente, quando se juntou \u00e0 equipa, a gestora de 39 anos ingressou no departamento de marketing do grupo, onde acompanhou alguns projetos da marca Delta e tamb\u00e9m dos vinhos.<br \/>Mas oito anos depois, quando chegou a altura de assumir o cargo de diretora-geral da Adega Mayor, Rita admite que se sentiu como \u201cum peixe fora de \u00e1gua\u201d, dado que o mundo dos vinhos era novo para si.<\/p>\n<p>Formada em marketing e design, a CEO da empresa de vinhos conta ao Jornal Econ\u00f3mico que \u201cfoi necess\u00e1rio sair da zona de conforto, aprender sobre vinhos, gest\u00e3o, lideran\u00e7a, isto \u00e9, foi preciso errar para aprender. Foi um enorme desafio pessoal\u201d, mas que conseguiu superar. Como qualquer gestora, procura ser organizada e manter-se focada em objetivos, n\u00e3o deixando, no entanto, de ser criativa. \u201cComecei a imprimir, ainda que de forma pouco consciente, a minha maneira de ser no meu modo de fazer\u201d, contou.<\/p>\n<p>Como gosta de ser uma \u201cpessoa de terreno\u201d, participa na colheita das uvas, no campo, integra a equipa da mesa de escolha das uvas, ajuda nas trasfegas ou remontagens, na adega, e veste o papel de comercial para visitar clientes. Apesar de nunca ter sentido o seu trabalho questionado por ser mulher, a neta do \u2018pai de Campo Maior\u2019, conta epis\u00f3dios em que sentiu a ironia e desconsidera\u00e7\u00e3o por parte de algumas pessoas, \u201csobretudo em mercados conservadores\u201d mas que nunca foi o suficiente para a desmotivar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479424\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029844_648_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Esmeralda Dourado, Administradora n\u00e3o-executiva da TAP<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Gestora Destemida<\/strong><\/p>\n<p>De f\u00e9rias numa fazenda do Pantanal, no Brasil, o gerador avariou. Esmeralda Dourado e os amigos s\u00f3 tinham carne seca e cebola para comer. J\u00e1 consumiam estes alimentos h\u00e1 v\u00e1rios dias e estavam fartos. \u201cPorque n\u00e3o vamos pescar?\u201d, sugeriu a gestora. Todos concordaram e partiram num barco para o meio do rio. \u201cUma das senhoras, que estava ao meu lado, gritou que estava qualquer coisa a puxar a cana e fomos todos ajudar\u201d, recorda, em declara\u00e7\u00f5es ao Jornal Econ\u00f3mico. O peixe (grande) picava o isco, o grupo fazia muita for\u00e7a, mas ele n\u00e3o vinha para cima: estava a ser puxado por um jacar\u00e9. Esmeralda n\u00e3o pensou duas vezes. Atirou-se \u00e0 \u00e1gua, empurrou o jacar\u00e9 e tirou-lhe o peixe da boca. \u201cQuando ca\u00ed em mim percebi o risco que corri\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Licenciada pelo Instituto Superior T\u00e9cnico em Engenharia Qu\u00edmica Industrial, fez uma forma\u00e7\u00e3o complementar de \u201cAdvanced Corporate Finance\u201d pela Universidade de Harvard. Iniciou a carreira profissional como assistente da cadeira de Qu\u00edmica Industrial no Instituto Universit\u00e1rio da Beira Interior. Mais tarde trabalhou na Covina, companhia vidreira nacional, onde foi diretora respons\u00e1vel pelo gabinete de estudos e desenvolvimento de novos projetos.<\/p>\n<p>Aqui foi posta \u00e0 prova pelos oper\u00e1rios. Tinha de chefiar uma equipa de homens e foram v\u00e1rias as vezes em que os enfrentou e respondeu \u00e0 letra.<\/p>\n<p>Uma d\u00e9cada mais tarde recebeu um telefonema para ir trabalhar no Citibank em Portugal, sob a lideran\u00e7a de Pedro Homem. Esmeralda achava que n\u00e3o tinha apet\u00eancia pelo setor banc\u00e1rio. \u201cFui \u00e0 entrevista e tentaram convencer-me de que esta era uma grande oportunidade. O sal\u00e1rio era o mesmo e se vencesse a barreira dos seis meses n\u00e3o tinha nada a perder\u201d, lembra. A gestora, ent\u00e3o na casa dos 30 anos, ultrapassou esse \u201cper\u00edodo experimental\u201d e estava lan\u00e7ada para uma carreira na banca. Chegou a vice-presidente do Citibank Portugal, onde trabalhou com Nuno Amado e Pedro Rebelo de Sousa. A executiva fez ainda carreira como administradora do Banco Fonsecas &amp; Burnay, da Uni\u00e3o de Bancos Portugueses e do Interbanco, banco criado pelo empres\u00e1rio Jo\u00e3o Pereira Coutinho. Foi ainda CEO do grupo SAG. Hoje em dia, al\u00e9m da TAP, \u00e9 administradora n\u00e3o-executiva do BCP Capital e presidente do comit\u00e9 de reestrutura\u00e7\u00e3o da PNCB.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479426\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029844_124_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Ana Paula Marques, Vice-presidente da Comiss\u00e3o Executiva da NOS<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Do entusiasmo da banca \u00e0s Telecom<\/strong><\/p>\n<p>Ana Paula Marques n\u00e3o s\u00f3 est\u00e1 no setor das telecomunica\u00e7\u00f5es h\u00e1 duas d\u00e9cadas, como h\u00e1 20 anos trabalha na mesma empresa, que a par do setor sofreu uma s\u00e9rie de transforma\u00e7\u00f5es na sua opera\u00e7\u00e3o. Sempre em cargos de lideran\u00e7a. Tem por h\u00e1bito afirmar, em entrevistas e demais interven\u00e7\u00f5es, que se surpreende com o seu pr\u00f3prio percurso profissional. Ana Paula Marques licenciou-se em Economia, na Faculdade de Economia do Porto, e era na banca de investimento que encontrava maior entusiasmo. Mas foi na Procter &amp; Gamble que deu os primeiros passos profissionais, onde passou tr\u00eas anos a trabalhar no marketing da multinacional norte-americana, para marcas globais como a Pantene. Aos 24 anos de idade decidiu trocar a seguran\u00e7a de uma carreira numa empresa com forte cultura organizacional e bem estabelecida no mercado por uma jovem startup que se chamava Optimus. A gestora j\u00e1 afirmou publicamente que n\u00e3o tivera no\u00e7\u00e3o do qu\u00e3o determinante seria a sua escolha para o seu futuro, nem de como seria parte ativa da transforma\u00e7\u00e3o de uma startup numa relevante empresa do setor de telecomunica\u00e7\u00f5es. Foi uma decis\u00e3o arriscada e a motiva\u00e7\u00e3o estava na ambi\u00e7\u00e3o de participar na constru\u00e7\u00e3o de uma empresa a partir do zero. Considera que a sua entrada na Optimus, h\u00e1 vinte anos, foi dos momentos mais marcantes da carreira e foi a partir da\u00ed que passou a assumir cargos de chefia. Hoje \u00e9 administradora e vice-presidente da Nos, tendo sido entre 2011 e 2014 presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Operadores de Comunica\u00e7\u00f5es Eletr\u00f3nicas (APRITEL). Na sua \u2018era\u2019 quis levar a associa\u00e7\u00e3o setorial a trabalhar os temas de interesse no setor. J\u00e1 durante o seu percurso na operadora assumiu as fun\u00e7\u00f5es de diretora de Marca e Comunica\u00e7\u00e3o, bem como de diretora da Unidade de Neg\u00f3cio de Dados. Antes da Optimus dar lugar ao que hoje \u00e9 a Nos, foi administradora executiva da empresa criada em 1999, com os pelouros de Residencial, Servi\u00e7o ao Cliente e Opera\u00e7\u00f5es. Os dias em que a Optimus esteve na mira de uma Oferta P\u00fablica de Aquisica\u00e7\u00e3o da angolana ZON que culminaram na fus\u00e3o entre a operadora angolana com a telco portuguesa, dando lugar \u00e0 ZON Optimus, foram j\u00e1 considerados por Ana Paula Marques como os mais desafiantes. Teve oportunidade de sair, mas n\u00e3o quis: considera ser nos momentos de maior desafio que mais se cresce.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479427\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029844_688_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Madalena Torres, CEO do Banco Best<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Portugal rima com futebol e a banca rima com digital<\/strong><\/p>\n<p>O Euro 2004 \u2013 a 12.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Campeonato Europeu de Futebol \u2013, pode ter sido ganho pela Gr\u00e9cia, mas ficou na mem\u00f3ria dos portugueses como uma das grandes afirma\u00e7\u00f5es da Sele\u00e7\u00e3o Nacional no futebol europeu e de Portugal no mundo. Nos bastidores deste trabalho esteve um rosto feminino: o de Madalena Torres. Por isso, no ano seguinte, em 2005, Maria Madalena Torres Pitta e Cunha foi agraciada com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da Rep\u00fablica, Jorge Sampaio. Licenciada em Direito na vertente de Jur\u00eddico-Econ\u00f3micas pela Faculdade de Direito de Lisboa, Madalena Torres tem no seu percurso profissional uma enorme experi\u00eancia na banca, mas \u00e9 igualmente conhecedora dos bastidores dos grande eventos internacionais de futebol, tal como conhece bem o sector do turismo (foi vice-presidente do Instituto do Turismo de Portugal), conhece o \u201cmundo\u201d das marcas tradicionais e o sector do com\u00e9rcio, tal como conhece o IAPMEI e o ICEP, agora designado Aicep. Na banca, come\u00e7ou na \u201cescola\u201d do BPA \u2013 o prestigiado Banco Portugu\u00eas do Atl\u00e2ntico que formou tantas gera\u00e7\u00f5es no sector financeiro em Portugal. Passou pelo Grupo estatal da CGD, em especial pelo BNU, pela seguradora Imp\u00e9rio, pelo Grupo Champalimaud, onde lidou com o BPSM, com o antigo Totta e com o CPP.<\/p>\n<p>Depois vieram os anos da sua passagem pelo universo do Santander e tamb\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o nos XV e XVI Governos. Em junho de 2005 entrou no Banco Esp\u00edrito Santo-Novo Banco como diretora coordenadora, de onde passou para administradora n\u00e3o executiva do Banco Best e, a partir de novembro de 2015, assumiu a presid\u00eancia executiva do Banco Best.<\/p>\n<p>Madalena Torres diz que o \u201cBest nasceu digital\u201d. E reconhece agora ao Jornal Econ\u00f3mico que \u201ca inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica constante faz parte do ADN do Banco Best\u201d. \u201cEm 2020 prosseguiremos a aposta firme no desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o. Temas como o Open Banking \u2013 em que o Best chegou primeiro \u2013 a Intelig\u00eancia Artificial, o Blockchain ou o Robot Advising s\u00e3o terrenos f\u00e9rteis para continuarmos a fazer diferente, a fazer melhor, sempre na frente, e conscientes da solidez da nossa proposta de valor\u201d, refere.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479428\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029844_841_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Louren\u00e7o, Diretora-geral da Procter &amp; Gamble Portugal<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Os resultados conseguem-se com as pessoas<\/strong><\/p>\n<p>Alcan\u00e7ar os resultados e a promo\u00e7\u00e3o do bem-estar dos colaboradores s\u00e3o metas indissoci\u00e1veis para a l\u00edder da P&amp;G Portugal. \u201cUm n\u00e3o existe sem o outro\u201d, diz Cl\u00e1udia Louren\u00e7o, que chegou \u00e0 empresa h\u00e1 21 anos e por onde passou em \u00e1reas diferentes, percorrendo um caminho com colaboradores que foram \u201cuma grande fonte de inspira\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento pessoal\u201d. A curiosidade da juventude levou-a a pensar em ser arquiteta, ju\u00edza, jornalista ou professora, mas foi num est\u00e1gio na P&amp;G Portugal que encontrou o rumo profissional depois de tirar o curso de Gest\u00e3o no ISCTE. Come\u00e7ou em vendas porque era \u00e1rea onde se sentia menos confort\u00e1vel e onde acabou por ficar cinco anos.<\/p>\n<p>Seguiram-se mais cinco anos em marketing e, antes de voltar ao grande consumo, liderou a divis\u00e3o de perfumes tamb\u00e9m durante cinco anos. Duas d\u00e9cadas depois de entrar na empresa, liderou h\u00e1 um ano e meio a proposta de transforma\u00e7\u00e3o da empresa, que lhe valeu a promo\u00e7\u00e3o a diretora-geral da P&amp;G Portugal. Adotou o lema \u201cos resultados conseguem-se servindo as pessoas, com as pessoas e para as pessoas\u201d para liderar. Procura o equil\u00edbrio da vida pessoal com a vida profissional e, em vez de falar em preocupa\u00e7\u00f5es, prefere \u201cfalar em aspira\u00e7\u00f5es\u201d. Mas nem tudo foi um mar de rosas nas ascens\u00e3o desta mulher l\u00edder. Quando entrou na \u00e1rea de vendas, teve um cliente que demonstrou \u201calguns receios\u201d por ser ent\u00e3o uma jovem mulher. Mas a ajuda do primeiro chefe ajudou Cl\u00e1udia Louren\u00e7o a dar a volta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o. \u201cNo final, trabalhei muito bem com ele e ele comigo\u201d. Acredita na igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, n\u00e3o dando primazia a um g\u00e9nero sobre o outro. Tem \u201ca clara convic\u00e7\u00e3o\u201d de que o talento e a capacidade de lideran\u00e7a s\u00e3o independentes do g\u00e9nero masculino ou feminino e d\u00e1 a todas as pessoas \u201ca possibilidade de mostrar o seu talento\u201d, porque s\u00f3 assim podem subir na carreira e assumir cargos de lideran\u00e7a. Mas Cl\u00e1udia Louren\u00e7o, m\u00e3e de quatro filhos, deixa um reparo: \u00e9 necess\u00e1rio que tanto os homens como as mulheres \u201cpossam viver e assumir em pleno a sua parentalidade e, para tal, as pol\u00edticas de flexibilidade no trabalho s\u00f3 podem beneficiar todos\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479429\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029844_393_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Ana Gentil Martins, Diretora executiva da CBRE<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Oito filhos e uma carreira de sucesso<\/strong><\/p>\n<p>Ana Gentil Martins nasceu a 16 de novembro de 1969 numa fam\u00edlia numerosa. De forma a manter essa tradi\u00e7\u00e3o acabou por ter oito filhos \u2013 tr\u00eas raparigas e cinco rapazes \u2013 com idades entre os cinco e os 24 anos. \u201cSempre quis ter muitos filhos e, por estranho que possa parecer, nunca ambicionei ter uma carreira de sucesso\u201d, declara ao Jornal Econ\u00f3mico. N\u00e3o \u00e9 por isso de estranhar que as suas principais atividades sejam passar tempo com a fam\u00edlia, a viajar ou em simples passeios pelo campo e praia.<\/p>\n<p>O ano de 1992 acabou por coincidir com a conclus\u00e3o da sua licenciatura em Gest\u00e3o de Empresas e a entrada na consultora imobili\u00e1ria CBRE, onde ocupa o cargo de diretora executiva desde 2017.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ambicionar uma carreira de sucesso, sempre gostou muito de trabalhar e tenta desempenhar, diariamente e da melhor forma poss\u00edvel, as suas fun\u00e7\u00f5es, tanto no contexto profissional como familiar. Raz\u00e3o pela qual considera que a sua evolu\u00e7\u00e3o acabou por acontecer de \u201cuma forma natural\u201d. Uma realidade que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil de conciliar e que \u201cimplica muito trabalho, esp\u00edrito de sacrif\u00edcio, flexibilidade e alguma organiza\u00e7\u00e3o\u201d. A for\u00e7a para conseguir conjugar a vertente profissional e familiar est\u00e1 na religi\u00e3o. \u201cO facto de ser cat\u00f3lica e de estar certa de que aquilo que fa\u00e7o n\u00e3o fa\u00e7o sozinha, d\u00e1-me a serenidade que preciso e tem sido, sem d\u00favida alguma, um fator essencial para que esta concilia\u00e7\u00e3o seja poss\u00edvel\u201d. Mas os seus oito filhos obrigam-na muitas vezes a sair mais cedo do escrit\u00f3rio para uma ida ao m\u00e9dico ou a uma reuni\u00e3o da escola, o que implica regressar ao escrit\u00f3rio e ficar por l\u00e1 at\u00e9 tarde, ou levar trabalho para casa, que faz depois depois de todos estarem na cama. No entanto, considera que tem sorte em trabalhar numa empresa que promove o equil\u00edbrio entre a vida profissional e pessoal dos seus colaboradores.<br \/>Ana Gentil Martins v\u00ea nas mulheres caracter\u00edsticas de lideran\u00e7a diferentes das dos homens, em especial no que respeita \u00e0s soft skills, e considera que podem ter grande impacto no sucesso das empresas hoje em dia.<\/p>\n<p>A diretora executiva da CBRE diz que v\u00e1rios estudos \u201cmostram que as empresas lideradas por mulheres tendem a ter um maior grau de satisfa\u00e7\u00e3o dos seus colaboradores e melhores resultados\u201d e, como tal, \u201ca diversidade entre homens e mulheres \u00e9 muito positiva\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-479430\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/1566029844_448_O-merito-nao-tem-genero.-15-mulheres-lideres-O.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p>Maria Gil, Administradora Executiva da Novabase<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Quotas s\u00e3o acelerador necess\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNunca tive de enfrentar discrimina\u00e7\u00f5es\u201d, revela a administradora executiva da Novabase, Maria Gil, admitindo que teve \u201csorte na vida\u201d. Para quem sempre concebeu a sociedade com a complementaridade dos dois g\u00e9neros e a riqueza gerada por esta diversidade, as quotas femininas impostas \u00e0s empresas e \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es at\u00e9 poderiam parecer aberrantes, contrariando o m\u00e9rito de quem ascende aos cargos pelas suas capacidade naturais. Mas, Maria Gil, com ra\u00edzes familiares em Espanha, considera que as quotas s\u00e3o necess\u00e1rias para derrubar barreiras que possam persistir. \u201c\u00c8 preciso dar ainda mais valor ao m\u00e9rito e eliminar barreiras psicol\u00f3gicas\u201d, diz a administradora executiva da Novabase, que acumula os cargos de COO Value Portfolio Business, Chief Investors Officer e Chief Cybersecurity Officer. Oriunda de uma fam\u00edlia onde as mulheres sempre tiveram forma\u00e7\u00e3o \u2013 at\u00e9 em d\u00e9cadas passadas, quando poucas mulheres espanholas tinham cursos superiores \u2013 Maria Gil seguiu o curso de engenharia eletr\u00f3nica pela Universidade Pontif\u00edcia de Comillas, obtendo o pr\u00e9mio extraordin\u00e1rio de ter ficado classificada entre 1% dos alunos com melhores notas a n\u00edvel nacional em Espanha. Depois veio o doutoramento pela UNED no programa de Ambiente e Energias Alternativas; um MBA pelo INSEAD; o \u201cThe Women\u2019s Leadership Forum\u201d pela Harvard Business School; e a especializa\u00e7\u00e3o pela Anderson School of Management da UCLA.<\/p>\n<p>Se a prepara\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica de Maria Gil \u00e9 um dos seus melhores cart\u00f5es de visita, o seu percurso profissional n\u00e3o fica atr\u00e1s. A sua experi\u00eancia profissional foi iniciada no grupo da multinacional norte-americana Firestone no Reino Unido, Fran\u00e7a e Espanha, de onde foi para a Lehman Brothers no Reino Unido e nos EUA, para depois ingressar na Universidade de Comillas, em Espanha, como professora de Marketing. O passo seguinte foi dado em Espanha e Portugal na consultora internacional BCG \u2013 Boston Consulting Group, especializando-se nos sectores de eletricidade, telecomunica\u00e7\u00f5es, petr\u00f3leo e g\u00e1s, avia\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e em conglomerados financeiros. A etapa da Novabase veio a seguir, a partir de 2001. M\u00e3e de dois filhos, nunca diferenciou o tratamento que d\u00e1 \u00e0 filha ou ao filho \u2013 a mesma forma de estar que adota no trabalho.<\/p>\n<\/div>\n<p><script>function facebookInit(){var js=document.createElement('script');js.src='https:\/\/connect.facebook.net\/pt_PT\/sdk.js#xfbml=1&version=v3.1&appId=1708066812789184&autoLogAppEvents=1';return document.body.appendChild(js);}\nwindow.onscroll=function(){var rect=document.getElementsByClassName('je-post-content')[0].getBoundingClientRect();if(rect.bottom<window.innerHeight){facebookInit();window.onscroll=null;}}<\/script><br \/>\n<br \/>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/jornaleconomico.sapo.pt\/noticias\/o-merito-nao-tem-genero-15-mulheres-lideres-479392\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] O c\u00e9lebre prov\u00e9rbio \u201cpor tr\u00e1s de um grande homem h\u00e1 sempre uma grande mulher\u201d caiu em desuso. 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