{"id":1837,"date":"2019-05-25T17:40:10","date_gmt":"2019-05-25T14:40:10","guid":{"rendered":"https:\/\/super-news.info\/pt\/riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-risk-analysis-e-de-risk-mitigation-o-jornal-economico\/"},"modified":"2019-05-25T17:40:11","modified_gmt":"2019-05-25T14:40:11","slug":"riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-risk-analysis-e-de-risk-mitigation-o-jornal-economico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/super-news.info\/pt\/riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-risk-analysis-e-de-risk-mitigation-o-jornal-economico\/","title":{"rendered":"Riscos catastr\u00f3ficos analisados na \u00f3tica de \u2018risk analysis\u2019 e de \u2018risk mitigation \u2013 O Jornal Econ\u00f3mico"},"content":{"rendered":"<p> [ad_1]<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>1- Inc\u00eandios, tempestades, inunda\u00e7\u00f5es, vulc\u00f5es ou temperaturas extremas, s\u00e3o fen\u00f3menos da natureza a que Portugal n\u00e3o est\u00e1 imune. Que seguros existem para as cat\u00e1strofes previs\u00edveis?<\/strong><\/p>\n<p><strong>2- Que impacto pode ter numa economia um evento qualificado como cat\u00e1strofe natural?<\/strong><\/p>\n<p><strong>3- Que papel pode ter a rob\u00f3tica e digitaliza\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o e na efici\u00eancia a n\u00edvel de cobertura dos seguros relacionados com as cat\u00e1strofes naturais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fernando Duarte, Head of Global Corporate &amp; Commercial da Generali Portugal<\/strong><\/p>\n<p><strong>1-<\/strong> Infelizmente, temos vindo a assistir a um crescendo de fen\u00f3menos extremos, quer a n\u00edvel mundial<br \/>quer em Portugal. N\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel de frequ\u00eancia, mas tamb\u00e9m a n\u00edvel de valores pagos pelas companhias de seguros. O sector dos seguros \u00e9 muito importante para as economias, porque em caso<br \/>de eventos extremos as empresas n\u00e3o podem e n\u00e3o devem contar somente com eventuais ajudas econ\u00f3micas dos governos. Por essa mesma raz\u00e3o, as empresas t\u00eam de adoptar uma l\u00f3gica de \u201crisk analysis\u201d e de \u201crisk mitigation\u201d. \u00b4<br \/>Em Portugal, infelizmente, ainda existe uma longa estrada a percorrer nessa \u00e1rea, mas para isso podem contar com a ajuda de seguradoras como a Generali que det\u00e9m grande tradi\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia quer a n\u00edvel de subscri\u00e7\u00e3o quer a n\u00edvel de \u201cRisk Engineering\u201d. Com a crescente internacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas portuguesas, o risco deixa de existir somente em Portugal e passa para uma esfera global. A Generali Portugal abriu este ano a \u2018Global Corporate &amp; Commercial\u2019, unidade especializada nos grandes riscos e nos programas internacionais; unidade especializada nos grandes riscos e nos programas internacionais; unidade com uma longa hist\u00f3ria de \u201cpartnership\u201d com in\u00fameras das maiores companhias a n\u00edvel mundial. Nos dias de hoje as empresas n\u00e3o tem o risco cingido ao espa\u00e7o f\u00edsico do pa\u00eds de origem, mas sim a todo um rol de pa\u00edses onde estas operam. Os bens, maquinaria, for\u00e7a laboral, stock, etc. necessitam de uma prote\u00e7\u00e3o adequada<br \/>aos riscos e \u00e0 dimens\u00e3o do cliente. O Grupo Generali, atrav\u00e9s das suas diversas unidades de neg\u00f3cio,<br \/>tem estado ao servi\u00e7o dos seus clientes nos \u00faltimos anos na \u201cfront line\u201d dos principais eventos. Por exemplo, depois do tsunami da \u00c1sia, a Generali enviou um avi\u00e3o para resgatar os segurados afetados. Durante o \u201coutbreak\u201d do \u00e9bola enviou um navio hospital para a costa oeste africana para cuidar e resgatar<br \/>as equipas de seus clientes. As cat\u00e1strofes de car\u00e1cter extremo, infelizmente, ainda n\u00e3o s\u00e3o previs\u00edveis, mas as companhias poder\u00e3o estudar modelos de impacto e minimizar perdas atrav\u00e9s<br \/>e produtos de seguros customizados \u00e0 sua dimens\u00e3o e ao seu sector. Nos \u00faltimos anos, e com o tema<br \/>do \u201cclimate change\u201d t\u00e3o em voga, solu\u00e7\u00f5es inovadoras tais como \u201cparametrics\u201d est\u00e3o na ordem do dia e poder\u00e3o ser um bom complemento, inclusive a um s\u00f3lido programa tradicional de seguros.<br \/>Felizmente, existe uma pan\u00f3plia de solu\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia e de produtos que o Grupo Generali disponibiliza para os seus segurados em todo o mundo, sendo que gostaria de destacar, por exemplo, a \u201cemergency repatriation\u201d para os clientes que tem necessidade de enviar equipas especializadas a trabalhar noutras latitudes.<br \/>Relembro que a fun\u00e7\u00e3o dos seguros n\u00e3o passa somente em lidar com as consequ\u00eancias dos eventos, mas sim ajudar os nossos clientes a entender como evitar ou minimizar as consequ\u00eancias destes.<\/p>\n<p><strong>2-<\/strong> Eventos de grande dimens\u00e3o podem ter impactos consider\u00e1veis na economia de um Pa\u00eds. Impactos econ\u00f3micos esses que n\u00e3o t\u00eam somente a ver com a destrui\u00e7\u00e3o de um bem tang\u00edvel, mas com todo um ecossistema econ\u00f3mico:<br \/>uma cidade, uma regi\u00e3o, um pa\u00eds e respetivos setores interdependentes. Por exemplo, uma unidade fabril afectada n\u00e3o conseguir\u00e1 produzir uma determinada pe\u00e7a que \u00e9 necess\u00e1ria para a montagem de um produto noutra unidade (mesmo estando esta fora de uma zona atingida). Assim, as empresas tem de deixar de ver os seguros como um mero custo e finalmente perceber o que significa a transfer\u00eancia de risco. A Generali adoptou a postura de \u201cbusiness partner\u201d, querendo realmente fazer equipa com os seus clientes, entender o seu negocio, as suas din\u00e2micas e as suas necessidades cr\u00edticas. Os seguros existem acima de tudo para evitar que as companhias tenham de fechar portas em caso de evento extremo.<\/p>\n<p><strong>3-<\/strong> N\u00e3o podemos cingirmos \u00e0 Rob\u00f3tica ou Digitaliza\u00e7\u00e3o, a revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica permitiu tamb\u00e9m que o sector dos seguros (setor considerado tradicional) adotasse uma s\u00e9rie de novas ferramentas que permitem, por um lado,<br \/>uma melhor e correta cataloga\u00e7\u00e3o de riscos em carteira (levando a melhores produtos de seguro<br \/>e uma melhoria do servi\u00e7o aos nossos clientes) e, por o outro, informar em tempo real os nossos clientes com alertas, sugest\u00f5es, abertura de sinistros, etc. Por exemplo um cliente atrav\u00e9s de um \u201cSmartphone\u201d poder\u00e1 enviar as suas coordenadas de GPS e, assim, ser socorrido mais rapidamente.<br \/>As seguradoras cada vez mais recorrem \u00e0 \u201cBIG DATA\u201d e, com isso, podem criar modelos de riscos extremos e suas consequ\u00eancias. Atrav\u00e9s do \u201cGeo Coding\u201d, os \u201cUnderwriters\u201d e os \u201cRisk Engineers\u201d podem facilmente verificar<br \/>nas nossas ferramentas onde os bens dos nossos clientes se encontram, se estes est\u00e3o em zonas de risco, e com isso delinear uma serie de ac\u00e7\u00f5es de \u201crisk mitigation\u201d e preparar o melhor e mais adequado programa de seguros.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-448391\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/05\/1558795209_351_Riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-\u2018risk-analysis\u2019-e-de.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p><strong>Tiago Sarmento, Respons\u00e1vel de Patrimoniais da Victoria Seguros<\/strong><\/p>\n<p><strong>1-<\/strong> Infelizmente, estamos sujeitos a v\u00e1rios tipos de cat\u00e1strofes naturais; geralmente este tipo de fen\u00f3menos est\u00e3o associados a determinadas condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas, tais como furac\u00f5es, tornados, secas prop\u00edcias<br \/>\u00e0 ocorr\u00eancia de inc\u00eandios ou tempestades com elevadas precipita\u00e7\u00f5es e consequentes cheias. Por outro lado, as naturais movimenta\u00e7\u00f5es ocorridas no interior da terra contribuem para a ocorr\u00eancia de tais fen\u00f3menos da natureza considerados extremos, designadamente os sismos, erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, terramotos ou tsunamis. Para fazer face a estas cat\u00e1strofes existem v\u00e1rias ofertas de seguro, contudo, o mais indicado ser\u00e1 o seguro Multirriscos. Este abrange os riscos particulares, como as nossas habita\u00e7\u00f5es ou aqueles relacionados com a malha empresarial riscos empresariais tais como f\u00e1bricas, infraestruturas ou espa\u00e7os comercias. O seguro Multirrisco \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o mais indicada, por agregar numa \u00fanica ap\u00f3lice m\u00faltiplas coberturas, que garantem a prote\u00e7\u00e3o aos v\u00e1rios fen\u00f3menos supramencionados. O Seguro Multirriscos inclui as coberturas de inc\u00eandio, tempestades, fen\u00f3menos s\u00edsmicos ou ainda as perdas de explora\u00e7\u00e3o, permitindo com esta \u00faltima as empresas podem salvaguardar a mesma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica em que se encontravam antes da ocorr\u00eancia do sinistro provocado por uma cat\u00e1strofe.<br \/>No momento da contrata\u00e7\u00e3o de um seguro Multirrisco, \u00e9 importante que o cliente tenha uma perfeita consci\u00eancia dos capitais a contratar, tanto no que diz respeito ao objeto edif\u00edcio, assim como em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado da sua habita\u00e7\u00e3o ou empresa, pois s\u00f3 assim poder\u00e1 evitar que os capitas seguros se encontrem desajustados no momento do sinistro.<\/p>\n<p><strong>2-<\/strong> N\u00e3o s\u00f3 em Portugal, como no resto do mundo, no decorrer do \u00faltimo s\u00e9culo e no in\u00edcio do atual, as estat\u00edsticas mostram um aumento significativo de fen\u00f3menos da natureza com consequ\u00eancias devastadoras, destrui\u00e7\u00e3o de infraestruturas e perda de vidas humanas. Este aumento tem-se verificado n\u00e3o s\u00f3 na dimens\u00e3o dos eventos, mas igualmente na frequ\u00eancia destes. Para avaliarmos o impacto que uma cat\u00e1strofe natural pode infringir na economia, devem considerar-se v\u00e1rios fatores, tais como a dimens\u00e3o e intensidade do evento, o desenvolvimento econ\u00f3mico das regi\u00f5es onde se abatem, ou mesmo as medidas preventivas adotadas pelas institui\u00e7\u00f5es locais, fruto da sua evolu\u00e7\u00e3o para uma maior sensibiliza\u00e7\u00e3o e consciencializa\u00e7\u00e3o desta crescente realidade. Para al\u00e9m disso e no mesmo sentido do aumento de eventos relacionados com cat\u00e1strofes naturais, temos igualmente vindo a assistir a um aumento dos custos materiais provocados por estes eventos. Por exemplo a maior concentra\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es em locais com maior exposi\u00e7\u00e3o ao risco e o crescimento desordenado das cidades com impacto no curso dos rios ou na capacidade de absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelos solos, t\u00eam contribu\u00eddo de forma determinante para este aumento de custos materiais. A avalia\u00e7\u00e3o do impacto na economia ter\u00e1 de ser analisada no curto prazo, por via da destrui\u00e7\u00e3o causada nas infraestruturas e perda de vidas humanas. O encerramento de empresas e escolas por tempo indeterminado, t\u00eam como consequ\u00eancia direta uma diminui\u00e7\u00e3o da produtividade e dos postos de trabalho, com graves impactos na economia local. Por outro lado e na perspetiva, do longo prazo, as cat\u00e1strofes naturais podem ter efeitos positivos na economia, fruto da oportunidade que o evento cria para o processo de reconstru\u00e7\u00e3o das novas infraestruturas e adequado ordenamento dos aglomerados populacionais. Contudo para que exista um ganho efetivo, todo o processo de reconstru\u00e7\u00e3o ter\u00e1 de ser pensado e consciente de eventos futuros, assumindo as medidas preventivas um papel fundamental.<\/p>\n<p><strong>3-<\/strong> Estamos a viver uma era de evolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e a testemunhar os benef\u00edcios imediatos e a perspetivar os futuros que esta mesma evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica nos pode oferecer. A ind\u00fastria seguradora neste momento j\u00e1 pode oferecer melhores solu\u00e7\u00f5es de seguro, ou at\u00e9 mesmo criar alertas aos seus clientes com base na informa\u00e7\u00e3o que as novas tecnologias t\u00eam para oferecer. A t\u00edtulo de exemplo estamos a assistir \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de modelos hidrol\u00f3gicos, que identificam zonas inund\u00e1veis e de potencial risco de inunda\u00e7\u00e3o, baseado em cen\u00e1rios de cat\u00e1strofes naturais, prevendo potencias impactos nas zonas com maior risco de inunda\u00e7\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o destes modelos vai permitir adequar a cobertura das ap\u00f3lices de seguro a cada local de risco, fruto de um melhor conhecimento das zonas inund\u00e1veis.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-448392\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/05\/1558795209_122_Riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-\u2018risk-analysis\u2019-e-de.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p><strong>Filipe Duarte, Aon Reinsurance<\/strong><\/p>\n<p><strong>1-<\/strong> Em termos de oferta de seguros, temos dispon\u00edveis no mercado solu\u00e7\u00f5es para diversos riscos catastr\u00f3ficos (sismos, inunda\u00e7\u00f5es, tempestades, erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, tornados), sendo que nos \u00faltimos anos alguns eventos considerados catastr\u00f3ficos t\u00eam acontecido de uma forma mais regular, revelando perdas substanciais para as seguradoras e resseguradores. Se recuarmos apenas 10 anos, encontramos as inunda\u00e7\u00f5es na Madeira em 2010, a tempestade Gong que assolou todo o pa\u00eds em 2013, os inc\u00eandios florestais de junho e outubro de 2017 com grav\u00edssimas consequ\u00eancias em termos humanos, a tempestade Leslie em 2018, entre outros mais pequenos. Ainda \u00e9 cedo para dizer se esta \u00e9 uma tend\u00eancia que veio para ficar ou mesmo agravar-se. Se assim for, ser\u00e1 expect\u00e1vel que os pr\u00e9mios a cobrar para esta tipologia de riscos sofram aumentos nos pr\u00f3ximos anos para fazer face ao aumento dessa frequ\u00eancia.<br \/>De notar que estas coberturas n\u00e3o se vendem no mercado em stand-alone, mas sempre acopladas a um risco de base, tipicamente o de inc\u00eandio (mas h\u00e1 outros ramos como por exemplo o Autom\u00f3vel, Constru\u00e7\u00e3o ou Colheitas que cobrem riscos catastr\u00f3ficos).<\/p>\n<p><strong>2-<\/strong> Em Portugal continental, a amea\u00e7a de maior dimens\u00e3o \u00e9 o sismo. Uma repeti\u00e7\u00e3o do sismo de 1755 teria efeitos devastadores. Estima-se que ter\u00e1 custado cerca de 40% do PIB daquela altura. H\u00e1 estudos que indicam que a magnitude desse sismo poder\u00e1 ter mesmo ultrapassado os dois maiores sismos registados (Chile em 1960 e Alaska em 1964), tendo inclusivamente sido sentido em Londres e alterado a mar\u00e9 nas Cara\u00edbas.<br \/>Estimamos que somente 65% das habita\u00e7\u00f5es portuguesas estejam cobertas contra o risco de inc\u00eandio e que, dessas, s\u00f3 30% tamb\u00e9m incluam o risco s\u00edsmico, ou seja, s\u00f3 um quinto das habita\u00e7\u00f5es portuguesas estar\u00e3o cobertas contra sismos. A penetra\u00e7\u00e3o do risco s\u00edsmico nos segmentos de com\u00e9rcio e de ind\u00fastria \u00e9 genericamente maior do que para a habita\u00e7\u00e3o.<br \/>Por outro lado, o Estado n\u00e3o est\u00e1 normalmente coberto (mutualiza as suas responsabilidades atrav\u00e9s dos contribuintes) e a carteira hipotec\u00e1ria da banca estar\u00e1 deficientemente coberta, porventura melhor do que os 20% da generalidade das habita\u00e7\u00f5es como dito acima, mas certamente abaixo do n\u00edvel desej\u00e1vel.<br \/>Facilmente se percebe que um evento de dimens\u00f5es catastr\u00f3ficas afetaria a economia de forma pesada. Do ponto de vista segurador, a sensibilidade reduzida das pessoas e institui\u00e7\u00f5es ao risco s\u00edsmico \u00e9 preocupante, uma vez que as ferramentas, os produtos, as capacidades financeiras, o know-how, existem e permitiriam minorar de forma dr\u00e1stica os efeitos de um grande sismo.<\/p>\n<p><strong>3-<\/strong> Os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos t\u00eam tido impacto em todas as \u00e1reas e a ind\u00fastria seguradora n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o.<br \/>Do ponto de vista t\u00e9cnico, a evolu\u00e7\u00e3o dos computadores tem permitido construir modelos cada vez mais sofisticados. Esses modelos permitem tomar decis\u00f5es racionais e otimizadas quanto \u00e0s necessidades de capital e quanto ao melhor pre\u00e7o das coberturas, tornando a industria seguradora mais s\u00f3lida na sua globalidade.<br \/>Imagens via sat\u00e9lite, sensores diversos, melhores modelos climat\u00e9ricos, ferramentas sofisticadas de gest\u00e3o de carteiras permitem uma melhor prepara\u00e7\u00e3o face a um evento.<br \/>A tecnologia tamb\u00e9m \u00e9 importante na gest\u00e3o p\u00f3s-sinistros. J\u00e1 existem rob\u00f4s para ajudar a busca de pessoas nos escombros e substituir humanos em opera\u00e7\u00f5es mais delicadas, drones para detetarem sobreviventes de inunda\u00e7\u00f5es em \u00e1reas remotas ou para levarem mantimentos em s\u00edtios dificilmente acess\u00edveis, etc.<br \/>J\u00e1 foi utilizada a tecnologia de impress\u00e3o a 3D para reconstru\u00e7\u00e3o de bairros destru\u00eddos, otimizando a resist\u00eancia face a eventos semelhantes. Apesar de ainda haver muito por desenvolver, a tecnologia faz hoje parte integrante a montante e a jusante da cadeia da gest\u00e3o das cat\u00e1strofes, incluindo na ind\u00fastria seguradora.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-448393\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/05\/1558795209_939_Riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-\u2018risk-analysis\u2019-e-de.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p><strong>Sandra Mo\u00e1s, Country Manager da ASISA Portugal<\/strong><\/p>\n<p>1 \u00c9 verdade que com o fen\u00f3meno das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, est\u00e1 cada vez mais na ordem do dia as preocupa\u00e7\u00f5es com a prote\u00e7\u00e3o de pessoas e bens desse tipo de ocorr\u00eancias, e ainda bem que assim \u00e9. Em Portugal, existem j\u00e1 h\u00e1 alguns anos a oferta deste tipo de cobertura, sendo habitualmente facultativas e maioritariamente associadas ao ramo autom\u00f3vel, multi riscos habita\u00e7\u00e3o e vida. No caso da ASISA trata-se de uma cobertura base, pelo que todos os nossos segurados do produto de vida est\u00e3o cobertos na eventual ocorr\u00eancia desta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>2-<\/strong> Os impactos s\u00e3o naturalmente vari\u00e1veis em fun\u00e7\u00e3o do tipo e severidade da cat\u00e1strofe em causa. Regra geral, a principal preocupa\u00e7\u00e3o em termos econ\u00f3micos, dever\u00e1 ser minimizar os preju\u00edzos e incentivar uma r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o seja de ordem humana, financeira e social. A forma como se efetua o processo de regenera\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ditar o maior ou menor impacto econ\u00f3mico, e se a curto prazo a preocupa\u00e7\u00e3o deve passar pela preserva\u00e7\u00e3o das vidas humanas e condi\u00e7\u00f5es de habitabilidade, a medio longo prazo dever\u00e1 pressupor um processo de reconstru\u00e7\u00e3o e melhoramento de infra-estruturas.<\/p>\n<p><strong>3-<\/strong> A rob\u00f3tica e a digitaliza\u00e7\u00e3o podem sem duvida ter um papel fundamental na efici\u00eancia e atua\u00e7\u00e3o das seguradoras perante cen\u00e1rios de cat\u00e1strofes naturais. Por um lado uma maior conectividade entre as seguradoras e servi\u00e7os de emerg\u00eancia, ou de preven\u00e7\u00e3o\/ prote\u00e7\u00e3o civil, ajudam a um menor tempo de atua\u00e7\u00e3o das seguradoras face aos seus segurados e ajudam tamb\u00e9m a adequar o apoio e a assist\u00eancia de protec\u00e7\u00e3o de primeira linha aos cuidados efetivamente ajustados \u00e0s necessidades. Por outro lado a rob\u00f3tica, como seja por exemplo o caso de robots de resgate, que ajudam na identifica\u00e7\u00e3o de vitimas, mitigam tempos de resgate e preservam vidas em perigo.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-448394\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/05\/1558795210_724_Riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-\u2018risk-analysis\u2019-e-de.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p><strong>Johann Kopp, Director de P&amp;C \u2013 Empresas da Allianz Portugal<\/strong><\/p>\n<p><strong>1-<\/strong> Tendo consci\u00eancia desta imprevisibilidade e dos efeitos que estas situa\u00e7\u00f5es podem provocar, a Allianz Portugal incluiu desde sempre nos seus produtos coberturas que abrangem prote\u00e7\u00e3o em casos de inc\u00eandios, explos\u00f5es, fumo, inunda\u00e7\u00f5es, tempestades, entre outras situa\u00e7\u00f5es inesperadas, de forma a proteger os indiv\u00edduos afetados por estas ocorr\u00eancias. Paralelamente, a Companhia presta apoio sempre que as pessoas sejam afetadas por circunst\u00e2ncias de intemp\u00e9ries, adotando medidas que ajudem a mitigar e solucionar os problemas de forma eficaz, como o lan\u00e7amento de linhas de apoio 24 horas\/dia e apoio c\u00e9lere prestado no local dos acontecimentos.<\/p>\n<p><strong>2-<\/strong> De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, em mar\u00e7o do ano passado, s\u00f3 contando com o impacto de inunda\u00e7\u00f5es, os preju\u00edzos econ\u00f3micos diretos atingiram os 90 mil milh\u00f5es de euros nos \u00faltimos anos, em v\u00e1rias \u00e1reas de atividade. O Allianz Risk Barometer (ARB) identificou um aumento na consci\u00eancia dos empres\u00e1rios para este tipo de risco nos \u00faltimos anos e, infelizmente, os eventos em Portugal em 2017 e 2018 mostraram um aumento de ocorr\u00eancias com impactos diretos para os portugueses e o tecido empresarial. Por outro lado, a gest\u00e3o de risco nas empresas deve contar com este tipo de acontecimentos e procurar solu\u00e7\u00f5es adequadas, seja na preven\u00e7\u00e3o, durante ou ap\u00f3s a cat\u00e1strofe natural. Os seguros s\u00e3o importantes na gest\u00e3o de risco: na preven\u00e7\u00e3o, uma avalia\u00e7\u00e3o pelos consultores de risco da Allianz, podem ajudar a identificar poss\u00edveis lacunas nos planos de preven\u00e7\u00e3o e conting\u00eancia. Al\u00e9m disso, as coberturas da perda de explora\u00e7\u00e3o oferecem \u00e0s empresas indemniza\u00e7\u00f5es em caso de interrup\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio devido aos fen\u00f3menos naturais.<\/p>\n<p><strong>3-<\/strong> A utiliza\u00e7\u00e3o das novas tecnologias, como a rob\u00f3tica e digitaliza\u00e7\u00e3o, devem ser encaradas como oportunidades tendo em vista o impacto que podem revelar em v\u00e1rias \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, sobretudo na simplifica\u00e7\u00e3o e efici\u00eancia dos processos. A digitaliza\u00e7\u00e3o, em geral, traz tamb\u00e9m uma maior rapidez na resposta e no tratamento dos processos. Para as PME a Allianz segue na estrat\u00e9gia de oferecer produtos simples e abrangentes, oferecendo o m\u00e1ximo valor pelo pre\u00e7o. Esta capacidade \u00e9 devida \u00e0 automatiza\u00e7\u00e3o na contrata\u00e7\u00e3o do produto e nos processos de sinistros e pagamentos. Seguindo esta estrat\u00e9gia vamos ampliar o que funcionou muito bem at\u00e9 hoje para Particulares e Com\u00e9rcio, e em breve tamb\u00e9m para a pequena Ind\u00fastria.<br \/>Os seguros que abrangem prote\u00e7\u00e3o de cat\u00e1strofes naturais visam proteger indiv\u00edduos e empresas de danos provenientes de acontecimentos extremos. Neste contexto, \u00e9 importante garantir que os produtos correspondem \u00e0s necessidades dos Clientes, evitando que sejam apenas produtos standard: A Allianz Portugal tem para as empresas MidCorp a vantagem utilizar uma ferramenta global que mapeia os lugares mais expostos aos riscos naturais como tempestades, inunda\u00e7\u00f5es e outros. A digitaliza\u00e7\u00e3o deste mapeamento, a atualiza\u00e7\u00e3o online dos dados e o uso da ferramenta na subscri\u00e7\u00e3o MidCorp, permite-nos a dar aos Clientes acesso \u00e0s<br \/>informa\u00e7\u00f5es mais recentes no \u00e2mbito dos riscos da natureza. Gra\u00e7as a informa\u00e7\u00f5es obtidas neste segmento, as PME beneficiam da an\u00e1lise peri\u00f3dica da composi\u00e7\u00e3o dos pacotes de cobertura nos produtos standard.<br \/>Este tipo de abordagem ajuda os nossos Clientes na tomada de decis\u00e3o sobre investimentos em medidas de protec\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o ou na contrata\u00e7\u00e3o de um seguro \u00e0 medida das necessidades do cliente.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-448395\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/05\/1558795210_85_Riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-\u2018risk-analysis\u2019-e-de.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Bico, CEO da Zurich Portugal<\/strong><\/p>\n<p><strong>1-<\/strong> At\u00e9 posso afirmar que todas as nossas solu\u00e7\u00f5es de seguros multirrisco, seja para particulares ou empresas, t\u00eam coberturas para cat\u00e1strofes naturais, mas atualmente n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 disso que falamos. As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas trouxeram outra intensidade, severidade e frequ\u00eancia \u00e0s cat\u00e1strofes ditas \u201cprevis\u00edveis\u201d. Se antes um epis\u00f3dio de cheias acontecia nas ruas junto ao rio de determinada cidade, hoje as cheias atravessam fronteiras e alastram-se para v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental desenvolver uma estrat\u00e9gia global de investimento assente em fundos p\u00fablicos e privados que tenham como objetivo mitigar os riscos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Desta forma, os investidores institucionais como a Zurich, podem trabalhar em plataformas multi-stakeholder que incluam os Governos, os privados e o terceiro setor e que tenham como objetivo financiar parceiros que protejam e apoiem as comunidades. Assim estar\u00edamos mais capacitados para gerir o imprevis\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>2-<\/strong> \u00c9 importante deixar claro que o impacto econ\u00f3mico n\u00e3o deve ser dissociado dos impactos sociais e ambientais. Al\u00e9m de desacelerarem ou estagnarem as economias, as cat\u00e1strofes naturais provocam danos no ambiente \u2013 contamina\u00e7\u00e3o de \u00e1guas, desabamento de terras e, entre tantos outros, avalanches \u2013 e t\u00eam forte impacto nas pessoas e comunidades. Em algumas cat\u00e1strofes desaparecem aldeias e cidades inteiras, milhares de pessoas perdem a vida, outras ficam com danos corporais permanentes e outras percorrem longos per\u00edodos de stress traum\u00e1tico para superar a cat\u00e1strofe que experienciaram. A abordagem a estas quest\u00f5es tem de deixar de ser puramente econ\u00f3mica para ser hol\u00edstica.<\/p>\n<p>Vejamos o exemplo das cheias e inunda\u00e7\u00f5es que devastaram o estado indiano de Kerala em agosto passado: morreram mais de 400 pessoas e mais de um milh\u00e3o foram deslocadas para 3200 campos de ajuda humanit\u00e1ria. As chuvas torrenciais destru\u00edram mais de 50 mil casas, 40 mil hectares de culturas, 83 mil quil\u00f3metros de estrada e 200 pontes. O impacto econ\u00f3mico estimado deste epis\u00f3dio extremo situou-se em tr\u00eas bili\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 que atualmente os custos de danos causados por inunda\u00e7\u00f5es nos Estados Membros da Uni\u00e3o Europeia rondam os 4.5 e os 5.5 bili\u00f5es de euros ao ano, sendo que na Zurich prevemos que estes custos aumentem cinco vezes at\u00e9 2050 e 20 vezes at\u00e9 2080.<\/p>\n<p>\u00c9 incontorn\u00e1vel que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o uma realidade. Hoje, dia 24 de maio, assistimos a mais uma greve juvenil pelo clima. Em todo o mundo os jovens voltam a chamar a aten\u00e7\u00e3o dos adultos porque querem que fa\u00e7amos tudo o que est\u00e1 ao nosso alcance para mitigar os impactos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Devemos ouvi-los e atuar.<\/p>\n<p><strong>3-<\/strong> A era digital est\u00e1 a contribuir para sofisticar o que em seguros chamamos de \u201can\u00e1lise de risco clim\u00e1tico\u201d, ou seja, a recolha e gest\u00e3o de dados preditivos sobre os riscos associados ao vento, inunda\u00e7\u00f5es, inc\u00eandios, secas ou outros desastres clim\u00e1ticos. Este refinamento dos dados, baseado em Intelig\u00eancia Artificial e supercomputa\u00e7\u00e3o, facilitam a identifica\u00e7\u00e3o do onde, como e porqu\u00ea dos riscos e impactos clim\u00e1ticos e permitem-nos conhecer melhor os riscos e antecipar a resili\u00eancia, seja ao n\u00edvel das comunidades, das cidades, dos pa\u00edses ou de diferentes regi\u00f5es globais. Toda esta produ\u00e7\u00e3o de conhecimento \u00e9 e continuar\u00e1 a ser refletida na preven\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o do risco que \u00e9 inerente ao desenho das solu\u00e7\u00f5es de seguros.<\/p>\n<p>Apesar de a era digital estar a mudar, de forma muito acelerada, a forma como os cientistas, planeadores, reguladores e seguradores calibram os perigos clim\u00e1ticos, prever os impactos das cat\u00e1strofes naturais com precis\u00e3o continua a ser um desafio muito complexo que na Zurich assumimos como miss\u00e3o e com o des\u00edgnio de proteger as pessoas e as empresas.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-448396\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/05\/1558795210_617_Riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-\u2018risk-analysis\u2019-e-de.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p><strong>Pedro Moura Ferreira, MDS Technical &amp; Placement | Director<\/strong><\/p>\n<p><strong>1-<\/strong> Cada vez mais, em algumas \u00e1reas geogr\u00e1ficas do planeta, a ocorr\u00eancia de sinistros decorrentes de fen\u00f3menos da natureza \u00e9 sem d\u00favida um \u201cjogo de cartas marcadas\u201d: temos uma forte convic\u00e7\u00e3o de que v\u00e3o acontecer, s\u00f3 n\u00e3o sabemos, quando e o local exato.Existem diferentes solu\u00e7\u00f5es de seguros para estas tipologias de risco.<\/p>\n<p>No que concerne ao risco de inc\u00eandio em particular, o seguro em Portugal \u00e9 obrigat\u00f3rio para os im\u00f3veis em regime de propriedade horizontal, desde 1 de janeiro de 1995.<\/p>\n<p>No que respeita aos seguros para habita\u00e7\u00e3o, com\u00e9rcio e ind\u00fastrias, os seguros de Multirriscos apresentam um leque alargado de coberturas, que vai desde o inc\u00eandio \u00e0s tempestades, inunda\u00e7\u00f5es e outros fen\u00f3menos da natureza. J\u00e1 o risco de fen\u00f3menos s\u00edsmicos \u00e9, regra geral, uma cobertura facultativa.<\/p>\n<p>Por este facto, torna-se crucial ter isso em aten\u00e7\u00e3o, e pedir expressamente a inclus\u00e3o da(s) cobertura(s), nomeadamente, no seguro autom\u00f3vel, quando se celebram os contratos de seguro de danos pr\u00f3prios dos ve\u00edculos.<\/p>\n<p>A titulo de exemplo, em Portugal existem cerca de 5,9 milh\u00f5es de alojamentos para habita\u00e7\u00e3o. Destes alojamentos, cerca de 60% t\u00eam seguro obrigat\u00f3rio de inc\u00eandio ou multirriscos habita\u00e7\u00e3o (existem 3,1 milh\u00f5es de ap\u00f3lices de multirriscos habita\u00e7\u00e3o) dos quais, s\u00f3 cerca de 20% t\u00eam a cobertura facultativa de risco s\u00edsmico.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, temos ainda a solu\u00e7\u00e3o dos seguros param\u00e9tricos (solu\u00e7\u00e3o de seguro n\u00e3o tradicional).<\/p>\n<p>O seguro param\u00e9trico \u00e9 uma cobertura personalizada concebida atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de um par\u00e2metro independente, habitualmente um \u00edndice meteorol\u00f3gico, que se correlaciona com o fluxo de receitas ou a estrutura de custos do cliente.\u00a0 Assim que o \u00edndice acordado \u00e9 alcan\u00e7ado, o pagamento \u00e9 acionado e os clientes recebem a indemniza\u00e7\u00e3o no prazo de poucos dias.<\/p>\n<p>Por exemplo, os propriet\u00e1rios de hot\u00e9is de est\u00e2ncias de neve que subitamente se deparam com um clima de quase Ver\u00e3o em fevereiro \u2013 e sem a neve procurada pelos turistas \u2013 ou os fabricantes de cervejas a quem um Ver\u00e3o mais fresco e chuvoso do que o habitual pode deixar nas prateleiras dos bares e restaurantes os seus produtos, t\u00eam hoje a oportunidade de ver a sua quebra de receitas compensadas atrav\u00e9s de seguros. Trata-se de um tipo de seguro hoje em desenvolvimento, nomeadamente face \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>2-<\/strong> Cat\u00e1strofe significa, grosso modo, um acontecimento desastroso de grandes propor\u00e7\u00f5es e de consequ\u00eancias graves.<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas est\u00e3o a provocar fen\u00f3menos extremos que t\u00eam cada vez mais impacto nas sociedades, colocando em causa a sustentabilidade das economias e sobreviv\u00eancias dos cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Por exemplo, no ano de 2011 foi aquele em que as cat\u00e1strofes naturais e as cat\u00e1strofes causadas pelo homem causaram maiores perdas econ\u00f3micas (cerca de 350 mil milh\u00f5es de euros). Quem n\u00e3o se lembra do tremor de terra em Tohoku (nordeste do Jap\u00e3o), seguido de um tsunami que matou mais de 15 mil pessoas e teve um impacto de cerca de 300 mil milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Em 2017, os furac\u00f5es Harvey, Irma e Maria e o sismo que aconteceu no M\u00e9xico tiveram um \u201ccusto\u201d de cerca de 100 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Em Portugal, quem n\u00e3o se recorda ds grandes inc\u00eandios florestais de 2017, descritos como fazendo parte da \u201ctemporada de inc\u00eandios florestais\u201d mais destrutiva e mortal j\u00e1 registada no nosso Pa\u00eds, e que se tornaram no desastre natural mais caro registado, ultrapassando os 1.000 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Estes acontecimentos demonstram que a atividade seguradora \u00e9, sem d\u00favida, uma das mais importantes atividades econ\u00f3micas existentes, um pilar de sustentabilidade da economia e das popula\u00e7\u00f5es, e que de resto acompanha o progresso da Humanidade desde que h\u00e1 mem\u00f3ria de existirem pessoas e neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>\u00c9 obvio que os riscos n\u00e3o desaparecem com a contrata\u00e7\u00e3o de um seguro, mas estes s\u00e3o sem duvida um ve\u00edculo crucial na minimiza\u00e7\u00e3o dos impactos para as fam\u00edlias e para a economia, por forma a que se possa encarar o futuro com maior tranquilidade e menos incertezas.<\/p>\n<p>Fazer um contrato de seguro \u00e9 uma medida de preven\u00e7\u00e3o e de responsabilidade para fazer face a determinadas eventualidades que podem p\u00f4r em risco as pessoas e os seus bens.<\/p>\n<p>\u00c9 um ato de poupan\u00e7a, na medida em que pagar um pr\u00e9mio implica uma afeta\u00e7\u00e3o de rendimentos pessoais para as companhias de seguros poderem fazer face \u00e0s suas responsabilidades, ajudando a pr\u00f3pria economia, e ressarcindo as pessoas ou as institui\u00e7\u00f5es se certas eventualidades seguras se concretizarem e provocarem danos.<\/p>\n<p>Os seguros s\u00e3o uma fonte de equil\u00edbrio e tranquilidade contribuindo para eliminar a ansiedade decorrente da inseguran\u00e7a face \u00e0s incertezas do futuro.<\/p>\n<p>Por estas raz\u00f5es, os seguros s\u00e3o o garante da continuidade econ\u00f3mica, e revestem-se de primordial import\u00e2ncia para a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds e para que as pessoas tenham maior tranquilidade em todos os momentos e em todas as fases da vida.<\/p>\n<p>Confian\u00e7a para fazer planos, prosseguir com o seu dia-a-dia, os seus sonhos e os seus projetos, constituir fam\u00edlias, adquirir bens e desenvolver neg\u00f3cios, mesmo ap\u00f3s momentos dif\u00edceis e desafiadores.<\/p>\n<p><strong>3-<\/strong> A atividade seguradora \u00e9, na sua ess\u00eancia, uma atividade de gest\u00e3o de riscos, sendo que o risco \u00e9 o elemento nuclear do contrato de seguro.<\/p>\n<p>Entre os profissionais do sector \u00e9 habitual dizer-se que \u201cn\u00e3o h\u00e1 seguro sem risco\u201d.<\/p>\n<p>Cada vez mais, o cliente atual exige respostas c\u00e9leres dos seus consultores e gestores de risco, e por esse motivo, este foi um desafio abra\u00e7ado h\u00e1 j\u00e1 v\u00e1rios anos pelo Grupo MDS.<\/p>\n<p>Mesmo ao n\u00edvel do Enterprise Risk Management (ERM), o Grupo MDS tem sido um dos principais motores de evolu\u00e7\u00e3o do mercado, ajudando as organiza\u00e7\u00f5es que cada vez mais se deparam com n\u00edveis de complexidade de neg\u00f3cios sem precedentes, com uma infinidade de riscos internos e externos, tornando a mitiga\u00e7\u00e3o de riscos um elemento-chave para impulsionar o crescimento dos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Para enfrentar estes desafios, atrav\u00e9s do Risk Consulting Group (RCG \u2013 Grupo MDS), avaliamos os riscos das opera\u00e7\u00f5es dos nossos Clientes em qualquer parte do mundo para potenciar a seguran\u00e7a dos seus investimentos, otimizando a redu\u00e7\u00e3o de risco de preju\u00edzos patrimoniais e a adequa\u00e7\u00e3o dos programas de seguros. A tecnologia \u00e9 uma facilitadora da an\u00e1lise, permitindo avaliar os diferentes cen\u00e1rios e estimar potenciais riscos e probabilidades de ocorr\u00eancia de sinistros.<\/p>\n<p>Com cerca de 50 anos de experi\u00eancia, a RCG \u00e9 hoje conhecida internacionalmente como um modelo de excel\u00eancia na an\u00e1lise de risco, controle de perdas e implanta\u00e7\u00e3o de programas de gest\u00e3o de riscos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m aqui fomos inovadores e pioneiros, oferecendo uma ampla gama de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>\u00c9 muito importante ter uma base \u00fanica de dados, com todo o hist\u00f3rico de an\u00e1lises e incid\u00eancias do risco e organizadas por grupos de riscos, definindo os respons\u00e1veis por grupos de riscos deixando claros os pap\u00e9is e responsabilidades sobre amea\u00e7as e oportunidades.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-448397\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/05\/1558795210_745_Riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-\u2018risk-analysis\u2019-e-de.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Gomes, CEO N\u00e3o Vida do Grupo Ageas Portugal<\/strong><\/p>\n<p><strong>1-<\/strong> Genericamente existem os seguros que protegem o patrim\u00f3nio, nomeadamente, seguros de Multirriscos, Inc\u00eandio e Elementos da natureza, Seguros de Constru\u00e7\u00e3o e Montagem, Seguros de M\u00e1quinas Casco, Avaria de M\u00e1quinas, Bens em Leasing, Equipamento Eletr\u00f3nico e o Seguro Autom\u00f3vel que cobrem este tipo de fen\u00f3menos. Os seguros de Vida e de Acidentes Pessoais, ainda que no mercado seja comum existirem limita\u00e7\u00f5es \u00e0s situa\u00e7\u00f5es decorrentes de fen\u00f3menos da natureza, tamb\u00e9m comportam garantias relativas a este tipo de fen\u00f3menos.<\/p>\n<p><strong>2-<\/strong> As cat\u00e1strofes naturais s\u00e3o um tema muito relevante no contexto nacional e onde ainda h\u00e1 um longo caminho a percorrer. Portugal tem sido cen\u00e1rio, nos \u00faltimos anos, de cat\u00e1strofes extremas, desde tempestades, inc\u00eandios e furac\u00f5es. Segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Seguradores, s\u00f3 o Furac\u00e3o Leslie provocou mais de 38 mil sinistros cobertos por ap\u00f3lices de seguros, o que corresponde a danos agregados no valor de cerca de 101 milh\u00f5es de euros. Os inc\u00eandios de 2017 que provocaram mais de 100 mortes, resultaram num preju\u00edzo superior a mil milh\u00f5es de euros, dos quais apenas aproximadamente 20% estavam cobertos por seguros. Por isto \u00e9 obvio que estas cat\u00e1strofes t\u00eam um impacto direto na economia.<br \/>A maioria dos seguros que protegem os Clientes destes eventos n\u00e3o s\u00e3o obrigat\u00f3rios, pelo que o impacto para as popula\u00e7\u00f5es e economias \u00e9 inversamente proporcional \u00e0 taxa de penetra\u00e7\u00e3o dos seguros.<br \/>Como medidas preventivas a Ageas Seguros promove junto da sua rede de mediadores informa\u00e7\u00e3o sobre estas mat\u00e9rias com o objetivo de sensibilizar os Clientes para que estes salvaguardem o seu patrim\u00f3nio e fam\u00edlia atrav\u00e9s da contrata\u00e7\u00e3o de produtos de seguro adequados \u00e0s suas necessidades.<br \/>Simultaneamente disponibilizamos informa\u00e7\u00e3o de medidas preventivas no sentido de mitigar tanto quanto poss\u00edvel os efeitos destes eventos nos bens materiais.<\/p>\n<p><strong>3-<\/strong> No Grupo Ageas Portugal estamos preparados para a mudan\u00e7a e encaramos todas as inova\u00e7\u00f5es, nomeadamente a digitaliza\u00e7\u00e3o e a rob\u00f3tica como uma oportunidade. A nossa aposta nestas inova\u00e7\u00f5es reflete-se nas diferentes vertentes em que j\u00e1 aplicamos a tecnologia, como por exemplo a intelig\u00eancia artificial na recupera\u00e7\u00e3o de acidentes ou no campo da sa\u00fade com um projeto piloto de intelig\u00eancia artificial destinado \u00e0 triagem m\u00e9dica e que atuar\u00e1 como uma ferramenta de decis\u00e3o cl\u00ednica. Para estas cat\u00e1strofes naturais, a digitaliza\u00e7\u00e3o e a rob\u00f3tica podem ter um papel relevante na identifica\u00e7\u00e3o dos riscos, bem como na identifica\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias e\/ou padr\u00f5es que permitam a preven\u00e7\u00e3o a m\u00e9dio e longo prazo. Mas podem permitir tamb\u00e9m uma presen\u00e7a mais efetiva sempre que necess\u00e1rio, permitindo prevenir e preparar a sua ocorr\u00eancia e acelerando a a\u00e7\u00e3o em caso de sinistro junto dos nossos Clientes.<br \/>No setor segurador temos de estar preparados para pensar e agir sobre o potencial que todas as novas tecnologias trazem para o neg\u00f3cio e o impacto que podem ter na qualidade de servi\u00e7o que disponibilizamos aos nossos Clientes.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-448398\" src=\"https:\/\/super-news.info\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/05\/1558795210_496_Riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-\u2018risk-analysis\u2019-e-de.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\"\/><\/p>\n<p><strong>Marco Palma, Head of Facultative Reinsurance<\/strong><\/p>\n<p><strong>1-<\/strong> Danos provenientes de cat\u00e1strofes naturais n\u00e3o est\u00e3o, por norma, inclu\u00eddos na cobertura base das diversas ap\u00f3lices de seguro dispon\u00edveis no mercado segurador Portugu\u00eas. Este tipo de risco \u00e9, normalmente, garantido a pedido expresso dos tomadores de seguro, ou seja, \u00e9 efetuada uma inclus\u00e3o adicional das coberturas que garantem as cat\u00e1strofes naturais com o objetivo de aumentar o n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o da cobertura-base habitualmente disponibilizada pelas seguradoras em Portugal. Em resumo, as t\u00edpicas ap\u00f3lices de Multirriscos Habita\u00e7\u00e3o, Com\u00e9rcio ou Ind\u00fastria, Autom\u00f3vel (Danos Pr\u00f3prios) e outras similares, quase sempre, poder\u00e3o ser trabalhadas para que passem a garantir este tipo de fen\u00f3menos da natureza. Este aumento de prote\u00e7\u00e3o est\u00e1, obviamente, associado ao pagamento de um pr\u00e9mio adicional que no entanto poder\u00e1 atribuir um grau de conforto aos segurados indiscutivelmente superior.<\/p>\n<p><strong>2-<\/strong> Nas \u00faltimas d\u00e9cadas os danos provocados por cat\u00e1strofes naturais sofreram um aumento significativo, os especialistas na modela\u00e7\u00e3o destes riscos, apontam para um potencial incremento na frequ\u00eancia de eventos catastr\u00f3ficos nos pr\u00f3ximos anos e a possibilidade de existir igualmente um agravamento na severidade destes fen\u00f3menos. O impacto econ\u00f3mico pode ser devastador, por\u00e9m varia consoante o grau de desenvolvimento dos pa\u00edses afetados. Regra geral, pa\u00edses desenvolvidos, apesar de sofrerem perdas econ\u00f3micas (em termos absolutos) incomparavelmente superiores, possuem estruturas e mecanismos que permitem uma recupera\u00e7\u00e3o substancialmente mais r\u00e1pida, nomeadamente porque o volume riscos transferidos para as seguradoras \u00e9 superior logo ter\u00e3o direito a ser indemnizados em conformidade. No lado oposto, temos os pa\u00edses em vias de desenvolvimento cujo impacto destes eventos, lamentavelmente, culmina com um elevado n\u00famero de mortes sendo naturalmente acompanhado por elevadas perdas econ\u00f3micas, regra geral n\u00e3o seguradas. Este \u00faltimo ponto, torna o processo de recupera\u00e7\u00e3o destas economias bastante penoso, sendo maioritariamente suportado por ajudas internacionais tanto governamentais como privadas. Analisando a situa\u00e7\u00e3o de Portugal, tal como foi indicado anteriormente n\u00e3o existe a obrigatoriedade de contrata\u00e7\u00e3o de coberturas que visem garantir os riscos catastr\u00f3ficos, logo devido \u00e0 sua frequ\u00eancia reduzida ou falta de informa\u00e7\u00e3o dos tomadores de seguro a ocorr\u00eancia de uma cat\u00e1strofe natural de magnitude elevada poder\u00e1 ter um impacto significativo na economia portuguesa.<\/p>\n<p><strong>3-<\/strong> As caracter\u00edsticas espec\u00edficas das cat\u00e1strofes naturais, na medida em que s\u00e3o riscos com um comportamento err\u00e1tico em compara\u00e7\u00e3o com outros riscos segur\u00e1veis, ou seja, baixa frequ\u00eancia e elevada severidade, faz com que seja necess\u00e1rio empregar meios diferentes por parte das seguradoras na sua an\u00e1lise. Neste particular, a crescente utiliza\u00e7\u00e3o das novas tecnologias est\u00e1 a ter um papel interessante com a utiliza\u00e7\u00e3o de Machine Learning e de Sistemas Autom\u00e1ticos de Reconhecimento de Padr\u00f5es, que ajudam na previs\u00e3o e an\u00e1lise de diversos tipos de cat\u00e1strofes naturais. Atualmente existem modelos a serem trabalhados que conseguem reconhecer padr\u00f5es meteorol\u00f3gicos relevantes na forma\u00e7\u00e3o, por exemplo, de furac\u00f5es. Estes modelos conseguem estimar com uma exatid\u00e3o razo\u00e1vel que \u00e1reas ser\u00e3o potencialmente afetadas por determinado evento.<\/p>\n<\/div>\n<p><script>function facebookInit(){var js=document.createElement('script');js.src='https:\/\/connect.facebook.net\/pt_PT\/sdk.js#xfbml=1&version=v3.1&appId=1708066812789184&autoLogAppEvents=1';return document.body.appendChild(js);}\nwindow.onscroll=function(){var rect=document.getElementsByClassName('je-post-content')[0].getBoundingClientRect();if(rect.bottom<window.innerHeight){facebookInit();window.onscroll=null;}}<\/script><br \/>\n<br \/>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/jornaleconomico.sapo.pt\/noticias\/riscos-catastroficos-analisados-na-otica-de-risk-analysis-e-de-risk-mitigation-448375\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ad_1] 1- Inc\u00eandios, tempestades, inunda\u00e7\u00f5es, vulc\u00f5es ou temperaturas extremas, s\u00e3o fen\u00f3menos da natureza a que Portugal n\u00e3o est\u00e1 imune. 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