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Sistemas de incentivos permitem projetos inovadores – O Jornal Económico

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NOTÍCIAS FINANCEIRAS

Sistemas de incentivos permitem projetos inovadores – O Jornal Económico

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1. Estes sistemas de incentivos  têm melhorado  o desempenho das empresas?

2. Após a utilização da linha de capitalização, qual a capacidade de crescimento demonstrada pelas empresas?

 

 

PAULO PEREIRA, Fundador e diretor, Neomarca

CRIAÇÃO DE DISCIPLINA E PLANEAMENTO

1. O facto de a empresa ter um projeto financiado é uma forma de parar para pensar e planificar a empresa para os próximos dois ou três anos. Os fundos comunitários têm uma duração média de 24 meses e isso acaba por criar disciplina, gestão de projeto e planeamento. Nesse sentido, estes sistemas de incentivos podem contribuir para a melhoria.

2. A linha de capitalização é um processo bancário gerido normalmente pela banca. Os empréstimos de médio e longo prazo estão normalmente associados a outros investimentos. Mas normalmente não há feedback sobre o impacto que os empréstimos possam ter nas empresas.

 

JORGE PINTO, CEO/Founder, Consulstaff

EMPRESAS MAIS COMPETITIVAS

1. Estes sistemas de incentivos têm sido fulcrais para melhorar o desempenho das empresas, uma vez que permitem que estas tenham acesso a importantes fontes de financiamento para a concretização dos seus projetos, os quais muitas vezes dificilmente sairiam da “gaveta”, por falta de soluções de financiamento. Estes sistemas de incentivos permitem o apoio a projetos inovadores, muito direcionados para a internacionalização das empresas, apoiando o reforço e a capacitação empresarial das PME para o desenvolvimento de produtos e serviços através do investimento em atividades inovadoras e qualificadas que permitam a sua progressão na cadeia de valor. As empresas que têm beneficiado destes sistemas de incentivos, são hoje empresas mais competitivas, mais organizadas com recursos humanos mais qualificados e com maior capacidade de penetração nos mercados externos.

2. A capacidade de crescimento demonstrada pelas empresas é bastante significativa, uma vez que esta linha permite às empresas o acesso a uma importante fonte de financiamento para a concretização dos seus projetos, em condições muito vantajosas com prazos de carência de capital e juros bonificados, bem como a obtenção de garantias entre os 50% e os 70% do montante de financiamento.

 

 

JOÃO PISCO, Research, Bankinter Portugal

INTERNACIONALIZAÇÃO E COMPETITIVIDADE

1. O impacto do maior investimento nas empresas nos últimos anos, em parte financiado por fundos europeus (recorde-se que 37% dos fundos comunitários se destinam a competitividade e internacionalização), parece estar já a refletir-se numa melhoria da competitividade. De acordo com os dados disponíveis, Portugal melhorou a sua competitividade externa face aos congéneres europeus. Apesar da produtividade se manter em abaixo da média da UE, já recuperou para terreno positivo (+0,1% em 2018 vs +0,3% média UE), o que em conjunto com a evolução contida dos custos de trabalho (1,0% no 1T’19 vs +2,4% média UE) levou à melhoria da competitividade da economia nacional.

 

 

MARIA CLARA SALGADO SEQUEIRA, CEO, Estrategor

Apoios fomentam criação de valor

1. Em nossa opinião cremos que sim. A promoção da inovação tecnológica nas empresas tem fomentando a presença e afirmação em setores cada vez mais competitivos.
O acesso a financiamento sem juros e a fundo perdido tem permitido a capitalização das empresas e consequentemente maior solidez das mesmas.
O carácter de promoção internacional destes sistemas de incentivos, direciona cada vez mais o tecido empresarial Português para o mercado global, com base em fatores de forte diferenciação.

2. Será sempre injusto quantificarmos a capacidade de crescimento após a implementação de um projeto, comparando organizações em diferentes sectores, com diferentes dimensões e com produtos e serviços em fases distintas do seu ciclo de vida.
No entanto, normalmente um projeto de investimento tem um horizonte temporal de quatro anos. Sendo que, dois anos serão referentes a um período de investimento e os restantes à maturação do mesmo. Neste período de quatro anos, tratando-se de investimento em nova capacidade produtiva (máquinas e equipamentos), o mínimo expetável em termos de crescimento do volume de negócios é de 20%. Trata-se de um indicador de resultado razoável e que tem sido superado pelos nossos Clientes.
Como tal, torna-se evidente que as linhas de apoio dos quadros comunitários propiciam e fomentam a criação de valor num horizonte temporal adequado.

 

 

JOSÉ JOÃO GUILHERME, Administrador Executivo da Caixa Geral de Depósitos

CAPITALIZAÇÃO PODE PROMOVER CRESCIMENTO

1. Inequivocamente parece-nos que sim. Desde logo, os requisitos dos vários programas e instrumentos de apoio orientados à atividade produtiva exigem uma reflexão e um compromisso quantitativo do promotor relativamente aos efeitos que o investimento irá promover no desempenho operacional das empresas. Por outro lado, há incentivos para o cumprimento das melhorias de desempenho previstas, por exemplo, no SI Inovação, o cumprimento do desempenho operacional estimado pode levar à transformação significa do incentivo reembolsável em incentivo não reembolsável. Ao longo dos últimos anos, temos assistido também a uma alteração das prioridades de investimento, notando-se um crescimento da importância do investimento em ativos intangível, com destaque para as despesas com formação educação, inovação, design, marketing e internacionalização. Em síntese, temos sentido um alinhamento cada vez maior entre todos os operadores e as empresas, em que as opções de investimento são realizadas com os olhos postos num mercado cada vez mais global, com progressos significativos na modernização, competitividade e internacionalização das PME´s.

2. Este esforço de capitalização resultou da identificação de necessidades sentidas pelo tecido empresarial, designadamente ao nível do capital, financiamento e aceleração do investimento. A execução dos eixos mais diretamente ligados à atividade da CGD, designadamente a criação de condições para a realização de investimento e de melhoria das condições de financiamento, promoveu a incorporação, por parte das PME´s, de marketing, design, recursos humanos qualificados, inovação, novos mercados e tecnologia, ou seja, indutores de competitividade e produtividade. É nossa convicção que estes investimentos robusteceram o modelo de negócio destas empresas e são potenciadoras de crescimento.
Todavia, para existir crescimento no longo prazo é necessário as empresas ganharem a luta pela competitividade e os investimentos descriminados anteriormente poderão não ser suficientes. Com efeito, para ser competitivo no mercado global, as empresas necessitam de enquadrar os seus esforços de investimento numa lógica sistémica e recorrente no sentido de possuir recursos únicos, difíceis de imitar e valorizados pelos seus clientes. Para CRESCER é necessário uma equipa de gestão preparada e com vontade de arriscada VENCER no mercado global.
Em suma, este esforço de capitalização pode promover o crescimento se for entendido como um ponto de partida para um caminho longo, que exige persistência, flexibilidade e arrojo na identificação de ameaças e tangibilização das oportunidades.

 



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