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PS acusa PSD de querer “ilibar” Carlos Costa nas suas propostas de alteração do relatório do Novo Banco
O Partido Socialista acusa os deputados do PSD de querer “suavizar, aligeirar ou ilibar” Carlos Costa das “falhas graves” do Banco de Portugal no caso BES, apresentando várias propostas de alteração do relatório do Novo Banco que, na ótica do deputado do PS João Paulo Correia, parecem “inclinadas para diminuir ou retirar a responsabilidade do Banco de Portugal e do ex-governador Carlos Costa”. O PSD, em resposta, critica PS por falar de Carlos Costa e não de Vítor Constâncio.“Estranhamos muito esta mudança repentina de posição por parte do PSD, algum motivo está a levar a essa mudança de opinião”, comentou João Paulo Correia. Na resposta, Duarte Pacheco, do PSD, devolveu as críticas: “as nossas propostas visam introduzir rigor e verdade, não mais do que isso – nós subscrevemos as conclusões da primeira comissão de inquérito, de que existiram falhas graves de supervisão que acompanharam dois períodos de governação: Vítor Constâncio e Carlos Costa, “o PS é que muitas vezes se esquece de Vítor Constâncio”.Claro, é sempre desagradável criticar um ex-líder do partido”, atirou Duarte Pacheco.O PS salientou, também, que no relatório por vezes é mencionado o nome do governante ou responsável e noutras vezes o cargo. A proposta do PS é que seja uniformizado retirando os nomes e colocando, sim, os cargos que se exerciam. Os partidos acharam bem a uniformização, é verdade, mas não optaram por cargo ou por função. Escolheram pôr ambas as referências em todo o documento: função e nome de quem a exercia na altura. PAN, IL e Bloco de Esquerda falaram nesse sentido e os restantes partidos juntaram-se. No final houve unanimidade.
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O CDS-PP apenas fez um reparo: que tal critério fosse usado também para os atuais titulares dos cargos. “É que o relatório referia os nomes de quem esteve em funções, mas ‘esquecia-se’ dos nomes dos que estão agora…”, disse a deputada Cecília Meireles.Por outro lado, João Paulo Correia critica as propostas do PSD porque “o PSD interpreta que o Governo da altura [PSD-CDS] ‘acompanhou as negociações com a DGComp da Comissão Europeia’ e, depois, em 2017, o PSD acha que o Governo ‘orientou e dirigiu’ as negociações na altura da venda”.Só nos leva a acreditar que a vontade do PSD é trazer partidarite para o debate das conclusões deste inquérito”, atirou João Paulo Correia.O PS referiu, também – “para reflexão” – uma “disparidade temporal” relativa àquilo que Carlos Costa fez com o relatório Costa Pinto. O despacho de Carlos Costa para lançar o relatório (chamado Costa Pinto) foi de novembro de 2014, o relatório foi concluído em quatro meses mas só vários anos mais tarde surgiu a análise do Departamento de Supervisão Prudencial – só surgiu em janeiro de 2018. Já o despacho final do governador Carlos Costa foi a 23 de abril de 2019, “curiosamente coincidindo” com a fase em que decorria a comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos (iniciativa durante a qual vários deputados pediram, na altura em vão, para ter acesso ao relatório Costa Pinto), lembrou João Paulo Correia.








