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Moniz da Maia acusa Novo Banco de vender dívidas por 10% a fundo recusando proposta superior da família

Moniz da Maia acusa Novo Banco de vender dívidas por 10% a fundo recusando proposta superior da família

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Moniz da Maia acusa Novo Banco de vender dívidas por 10% a fundo recusando proposta superior da família

Bernardo Moniz da Maia, responsável pelo grupo com o mesmo nome, afirma não compreender porque é que o Novo Banco vendeu a dívida por apenas 10% do seu valor quando a família fez várias propostas superiores. “Não compreendo porque venderam por tão pouco. Por tudo isto estou aqui como devedor. Não do BES, nem do Novo Banco, mas de um fundo não português quando fiz tudo para não chegar a este ponto”, afirmou na sua intervenção inicial. Os créditos sobre o grupo foram vendidos numa carteira de centenas de transações, na operação Nata I, por cerca de seis milhões de euros.

O acionista do grupo Moniz da Maia, um dos maiores devedores do Novo Banco, está a ser ouvido esta sexta~feira na comissão de inquérito às perdas do banco imputadas ao Fundo de Resolução, e começou por situar o início dos problemas da empresa com um investimento feito em 2007 na compra de ações do BCP. Este investimento foi financiado com uma conta de crédito caucionada no Banco Espírito Santo que chegou a 368 milhões de euros para comprar 2,7% do BCP. Esta compra é feito no auge do conflito de poder no banco e quando as ações estavam muito valorizadas.Bernardo Moniz da Maia defendeu que este seria um “bom investimento na avaliação” feita pela família que deu como garantia as ações do BCP e uma participação de relevo na Espírito Santo Internacional (ESI), holding não financeira da família Espírito Santo. O investimento foi feito em 1998 após a venda dos Hotéis Tivoli. Para o empresário, o BES estava seguro até porque a família tinha à data um património de 500 milhões de euros.Moniz da Maia sublinhou o “acontecimento estrondoso e imprevisível” que foi a crise de 2008 com a queda do Lehman Brothers que levaram à queda acentuada das ações do BCP. Quando isso aconteceu, diz que a família acelerou um investimento florestal no Brasil com centrais de biomassa associadas que descreve como um “negócio sólido” cujo retorno seria mobilizado para amortizar a dívida. Mas para além do BCP, assistimos “ao colapso do BES que por força da resolução fez com que o nossos ativos da ESI (a holding cujo passivo oculto precipitou a queda do grupo) passassem a valer zero.

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Moniz da Maia diz que foi em 2014 que o grupo entrou em incumprimento e assinalou que desde então, com o Novo Banco, nada resultou apesar das inúmeras reuniões que não deram em nada, ou porque o Fundo de Resolução não respondia ou não aprovada. Segundo o empresário, o projeto no Brasil estava a alcançar os seus objetivos, mas reconheceu também que a publicidade em Portugal aos problemas da família criou problemas no Brasil.Afirmou que o Novo Banco, “sem justificação e de forma incompreensível” tirou ao grupo a operacionalidade do projeto no Brasil entregando-o a uma empresa outra empresa. Mas o Fundo de Resolução não aprovou e o projeto “ficou deserto, perdendo-se os ativos e o investimento feito”. Desde esse momento (não referiu a data), “os problemas acumularam-se ate à derrocada”, com a publicidade negativa e a divulgação dos créditos malparados a criarem dificuldades de tesouraria nas empresas e a fornecedores.As empresas ficaram em situação difícil e 1200 empregos em risco e, apesar de ter assinalado que esta situação diminuía as garantias prestadas, o empresário queixa-se de que não havia respostas (do Novo Banco), apesar de compreender como a resolução do BES “dificultou decisões operacionais. Não restou alternativas, se não abrir mão e convidar novos investidores para salvar as empresas (diluindo a posição do Novo Banco enquanto detentor de penhor sobre as ações)”.


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