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Madeira à frente do país no rácio da dívida – O Jornal Económico
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A Madeira está à frente do território nacional em termos do rácio da dívida. No primeiro trimestre atingiu os 94,6% do Produto Interno Bruto (PIB) o que contrasta com os 123%. Contudo o nível de endividamento é mais elevado quando comparado com a União Europeia a 28, (80% no quarto trimestre de 2018) e a Zona Euro (85,1%), de acordo com os dados da Direção Regional do Orçamento e Tesouro.
Em termos da evolução da dívida da Madeira, que engloba a da Administração Regional e a do Setor Empresarial da Região (SERAM), esta fixou-se em 5,2 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2019, uma subida de 19 milhões em comparação com o trimestre anterior, embora menos 1,6% face ao período homólogo de 2018.
Para Ricardo Rodrigues, professor do Instituto Superior de Administração e Línguas (ISAL), à análise efectuada ao grau de endividamento da região deve-se ter “sempre subjacente” a dimensão da economia, sendo o seu grau determinado pelo “maior ou menor peso” que a mesma representa no Produto Interno Bruto (PIB).
No entender do professor do ISAL, e menor rácio de dívida atingido pela Madeira, quando comparado com o território nacional, deveu-se ao contributo em simultâneo, da “redução da dívida pública global assim como o sustentado crescimento do PIB regional”.
De referir que o Indicador Regional de Actividade Económica (IRAE), referente a abril, apresentava um crescimento de 1,7%. Este indicador tem estado em terreno positivo desde maio de 2013.
O professor do ISAL entende ainda que “o bom desempenho da execução orçamental, o controlo despesa pública e a redução do grau de endividamento regional” constituem os “principais pilares” para a sustentabilidade das finanças públicas regionais e para o crescimento económico.
Já o professor da Universidade da Madeira (UMa), Celso Pereira Nunes, referindo-se ao desempenho atingido no (SERAM), sublinha que “parece refletir uma orientação geral de maior cuidado” com as questões da eficiência nas empresas com capitais do GR.
“Apesar de haver casos que possam originar maiores preocupações pela dimensão dos passivos, como nos casos da EEM e do SESARAM, a dinâmica tem sido claramente favorável em termos globais, e tem havido um esforço de maior racionalização das decisões com grande impacto financeiro”, reforça o professor da UMa.
A dívida financeira do SERAM caiu 17 milhões de euros, no primeiro trimestre, para 1,1 mil milhões, face ao trimestre anterior, enquanto a dívida não financeira subiu sete milhões, para 209 milhões de euros.
O professor da UMa defende que a região deve seguir um caminho que permita atingir de “forma consistente o caminho do desenvolvimento sustentável do ponto de vista macroeconómico”, uma continuidade no “esforço de aumento gradual no rigor orçamental”, através de medidas como a “redução dos gastos em despesas que pouco ou nada fazem aumentar o bem estar da população”.
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