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Farfetch vai ter “lucros operacionais já no próximo trimestre de 2020” – Observador

Farfetch vai ter “lucros operacionais já no próximo trimestre de 2020” – Observador

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Farfetch vai ter “lucros operacionais já no próximo trimestre de 2020” – Observador

O volume de negócios subiu, as receitas subiram e as margens também melhoraram. Mas os prejuízos também cresceram bastante. O que justifica esta subida de mais de cinco vezes nas perdas?Na verdade, o que anunciámos foi o primeiro trimestre de lucro da Farfetch: no quarto trimestre vamos ser lucrativos. Neste trimestre, tivemos um resultado negativo de menos 10 milhões de dólares, ao nível do EBITDA ajustado, que é o que os mercados seguem. Estes movimentos são relativos às flutuação dos preços das ações da Farfetch. Portanto, quanto mais subir a Farfetch mais prejuízos vai haver. Se a Farfetch continuar a subir assim, vai haver mais outros 500 milhões no próximo trimestre. Ninguém quer saber. É uma questão contabilística.
A forma de ver a rentabilidade da Farfetch — e não é por acaso que as nossas ações subiram consideravelmente depois da apresentação dos resultados — é ao nível do EBITDA ajustado, o resultado operacional ajustado, que foi de menos de 10 milhões, uma melhoria significativa em relação ao mesmo trimestre do ano passado e com a rentabilidade à vista. Comprometemo-nos em entregar lucro operacional já no próximo trimestre. Será o primeiro trimestre de lucros operacionais desde que somos cotados em bolsa, o que foi muito bem recebido pelos mercados.
Tinham falado em atingir este break-even [rentabilidade] operacional em 2021, conseguem antecipar isto para o último trimestre de 2020. Correto.
Acha que isto se deveu muito à pandemia de Covid-19 e com a transferência de consumo para o mercado online?Sim, sem dúvida. Temos muita honra em termos podido ajudar as boutiques e as marcas que estiveram fechadas durante o segundo trimestre. E mesmo no terceiro trimestre reabriram, mas tiveram algumas dificuldades. Mas a questão é a seguinte: o que estamos a ver é uma mudança de paradigma. As pessoas que compram luxo compravam muito poucas vezes online. A penetração do luxo era apenas de 12% em 2019. Nós sempre dissemos que esta era a maior oportunidade da Farfetch, porque estava previsto ir de 12% para 25% em 2025. As mesmas previsões da McKinsey já apontam para 30% em 2025, portanto, esse movimento para o online está a acelerar. E o que veio acontecer, com a Covid-19, foi a aceleração do que já ia acontecer — que era a descoberta do canal online como um canal de luxo, que está a acontecer de uma forma comprimida, mais rapidamente.
Esta mudança de paradigma está aqui para ficar. Fizemos uma sondagem aos nossos clientes — acrescentámos 900 mil clientes nos últimos dois trimestres, portanto um número espetacular — e 45% disseram que iam comprar mais luxo online depois da pandemia, 23% disseram que iam comprar a maior parte das compras de luxo online.
Não receia que no final da pandemia [esses clientes vão embora]…No final da pandemia vão ficar, porque são clientes que experimentaram a primeira vez e ficaram satisfeitos e viram as vantagens que a compra online lhes traz e isso deixa-nos a nós (e às marcas e boutiques) muito confiantes no futuro.
Tinham anunciado no trimestre anterior que tinha havido uma subida de 500 mil utilizadores.Não são utilizadores, são compradores. Utilizadores são muito mais. Mas foram 500 mil novos compradores no segundo trimestre e 400 mil no terceiro trimestre.
Os tais 900 mil clientes… E em termos de preço médio por compra? Também tem vindo a subir. Estes novos compradores que se juntam à Farfetch têm o mesmo perfil do antigo ou é diferente? Como é este tipo de compra agora?No último trimestre, aquilo a que chamamos AOV, que é a encomenda média, foi em linha com a do ano passado, ou seja, desceu ligeiramente em cerca de 1%. O comportamento dos consumidores é ainda melhor do que os consumidores pré-Covid. Estamos a ver uma retenção muito grande. O Elliot Jordan [responsável pelas finanças da Farfetch] deu algumas estatísticas, mas são clientes que têm uma esperança de vida maior, que repetem mais compras, que compram cestos maiores e, portanto, são clientes de qualidade muito grande.
Voltando aos prejuízos, em muito se devem às compensações pagas em ações aos colaboradores da Farfetch, que não é habitual em Portugal. São duas coisas. Entre os nossos resultados operacionais, que é o EBITDA, e o resultado do exercício, o resultado final, há dois elementos com grande peso nas contas. Um é as ações que pagamos aos colaboradores. Tenho muito orgulho em que toda a gente na Farfetch seja acionista da empresa. Quando as ações da Farfetch sobem — e subiram este ano cerca de 500 ou 600% –, as provisões que temos de fazer para as ações que vão ser entregues aos colaboradores [também sobem], porque são alocadas no início do ano. É claro que se as ações se multiplicarem por sete são um valor sete vezes maior. E nós temos de fazer um ajustamento disto — que são ótimas notícias para os colaboradores e para a Farfetch.


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