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Covid-19. Governo castiga e discrimina restauração, hotelaria e alojamento, diz associação empresarial

Covid-19. Governo castiga e discrimina restauração, hotelaria e alojamento, diz associação empresarial

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Covid-19. Governo castiga e discrimina restauração, hotelaria e alojamento, diz associação empresarial

A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) não poupa nas críticas ao governo devido às novas medidas de resposta à pandemia, que – em alguns concelhos de maior risco – incluem um acesso limitado apenas a quem tenha um teste Covid negativo. Para a CPPME o Governo está a “prosseguir a mesma política de castigo e discriminação” para a restauração, hotelaria e alojamento local.“Face ao esclarecimento divulgado pelo Governo, relativamente às múltiplas questões que lhe foram colocadas por empresários da restauração, hotelaria e alojamento local, em particular micro e pequenas empresas, constatamos estarem estas mais uma vez confrontadas com a transferência para si de responsabilidades que são do estado, prosseguindo a mesma política de castigo e discriminação de todo o período de pandemia”, afirma a CPPME em comunicado.Em causa estão as medidas aprovadas na quinta-feira em Conselho de Ministros, que entraram este sábado em vigor, para os 60 concelhos mais afetados pela pandemia de covid-19.Segundo as novas restrições, aos sábados, domingos e feriados, bem como às sextas-feiras a partir das 19:00, o funcionamento de estabelecimentos de restauração para serviço de refeições no interior apenas é permitido aos clientes que apresentem certificado digital ou teste negativo à covid-19.

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A confederação empresarial afirma que as medidas “impõem que sejam os trabalhadores e proprietários de restaurantes e unidades de alojamento turístico e local a fiscalizar os seus clientes, sem que esteja bem clara a sua qualificação e autoridade para exigir a apresentação de certificados e resultados de testes, ou a identificação que demonstre a sua correspondência à pessoa testada”.“Também não fica clara a forma de preservar ou obrigar os clientes a preservarem a prova dos autotestes, sob pena de o estabelecimento incorrer em coimas até 10.000 euros”, exclama a CPPME no comunicado.Para a confederação, o Governo “não acautela o necessário apoio à sobrevivência das micro e pequenas empresas” e “não hesita em voltar a castigá-las com novas obrigações e ameaças absolutamente intoleráveis” ao mesmo tempo que atira “o ónus do controle da pandemia” para estas empresas.A CPPME reitera a “enorme preocupação com o modo como o Governo continua a gerir a questão pandémica, principalmente ao nível dos apoios aos Micro, Pequenos e Médios Empresários” e reforça que o executivo “vai à bolina com medidas que só causam confusão, caos e desconfiança”.O secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, esclareceu que os estabelecimentos similares da restauração, como cafés e pastelarias, situados nos concelhos de risco elevado e muito elevado poderão funcionar ao fim de semana até às 22:30, sem necessidade de os clientes apresentarem certificado digital ou teste negativo à covid-19.O governante ressalvou, no entanto, que se esses estabelecimentos servirem refeições terão de seguir as mesmas regras aplicadas aos restaurantes.“O alargamento dos horários nos concelhos de risco muito elevado é para os estabelecimentos de restauração e similares, que agora podem também funcionar das 15:30 às 22:30. Não é necessário a um cidadão, quando se desloca no final do almoço ou do jantar para tomar um café, mostrar um certificado ou teste negativo”, explicou João Torres.João Torres deslocou-se este sábado até Matosinhos, no distrito do Porto, para acompanhar a aplicação da nova legislação nos restaurantes e promover encontros informais com empresários do setor, considerando que as medidas que entraram em vigor “são equilibradas”.


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