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Caixa recua e vai continuar a pagar juros abaixo de um euro – O Jornal Económico

Caixa recua e vai continuar a pagar juros abaixo de um euro – O Jornal Económico

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Caixa recua e vai continuar a pagar juros abaixo de um euro – O Jornal Económico

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“A CGD tomou boa nota da comunicação efetuada pelo Banco de Portugal. Em face da expetativa criada, a Caixa decidiu acolher a recomendação sobre a medida que entraria em vigor no dia 1 de agosto”, revelou ao JE fonte oficial da CGD.

Segundo a mesma fonte, a medida era sobretudo ditada por razões de natureza de eficiência operacional e não tanto por razões de rentabilidade. “Procurava-se minimizar o elevado número de lançamentos, muitas vezes dando origem a comunicação escrita, de montantes de baixa materialidade para os Clientes. Exemplo: depósito de 5.000 euros, a seis meses, o juro líquido será de 0,27 euros”, explica, acrescentando que “a Caixa tem uma remuneração nos depósitos superior à média do mercado, quer no stock de poupanças quer em novas constituições, designadamente para as maturidades a 6 meses”.

A mesma fonte sublinha ainda que a CGD “é o principal banco promotor do aforro de clientes particulares”. Recorda aqui que o banco tem promovido ativamente a Caixa Poupança, que permite o reforço regular e uma remuneração total dos depósitos acumulados. “

Esta quarta-feira, 3 de julho, o BdP deu conta que informou a CGD sobre a sua posição quanto à decisão do banco de não pagar juros a depositantes quando o valor é inferior a um euro. E a apesar de não indicar a posição transmitida ao banco liderado por Paulo Macedo, o JE sabe que manifestou o seu desagrado. Uma posição que surge após uma avaliação técnica efectuada pelo supervisor sobre a decisão que tinha sido anunciada pela Caixa de não pagamento de  juros inferiores a 1 euro para depósitos com prazo de um ano e abaixo de 6.670 euros .

“O Banco de Portugal já transmitiu à Caixa Geral de Depósitos a sua posição relativamente à política de pagamento de juros de depósitos a prazo recentemente anunciada por esta instituição de crédito”, disse fonte oficial do banco central. O JE sabe que a posição do supervisor tem por base as regras dos produtos e serviços financeiros e as obrigações contratuais, numa perspetiva dos deveres de conduta das instituições financeiras.

Na semana passada foi conhecido que, a partir do dia 01 de agosto, a CGD vai cortar em 70% a remuneração de alguns produtos poupança e depósitos a prazo. Em causa estão os depósitos a taxa fixa Caixapoupança Reformado, Caixapoupança Emigrante e Caixapoupança Superior. Nestes casos, os juros semestrais passam de 0,05% para 0,015%.

Na informação enviada aos clientes, a CGD disse ainda que “será alterada a regra de pagamento de juros nos Depósitos a Prazo e Depósitos Poupança, pelo que não serão pagos juros sempre que o valor ilíquido dos juros calculados seja inferior a 1 euro”.  Ou seja, se o valor resultante da taxa de juro contratada for de 80, 50 ou cinco cêntimos a CGD não o pagaria. Fonte do banco público recorda aqui que a Caixa  nas dívidas até um euro também não cobra ao cliente.

Os depósitos com prazo de um ano e abaixo de 6.670 euros arriscavam, assim, a não render qualquer juro, penalizando os pequenos aforradores, numa medida considerada “imoral” pela Deco que acusou o banco público de não incentivas as poupanças.

Na mesma comunicação, o banco alertou que os clientes que não denunciarem o contrato antes da data da entrada em vigor, algo que pode ser feito de imediato e sem custos, “será considerado que aceitou as alterações indicadas”.

No início desta semana, o Bloco de Esquerda criticou também a medida, tendo questionado o Governo sobre se iria tomar alguma posição junto do banco público e considerou a retenção de juros uma “medida ‘pioneira’ inclassificável e incompreensível a todos os níveis”.

 



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